A companhia aérea Ryanair informou nesta segunda-feira (20) que a investigação inicial sobre o incidente com uma janela quebrada durante um voo no último sábado (18) sugere que o dano foi causado por um objeto estranho, e não por uma falha estrutural na aeronave. O voo FR-123, que partiu de Dublin com destino a Londres Stansted, sofreu a despressurização da cabine após uma das janelas laterais se partir em pleno ar, obrigando a tripulação a declarar emergência e retornar ao aeroporto de origem.
Detalhes do incidente
De acordo com a Ryanair, o Boeing 737-800 transportava 162 passageiros e seis tripulantes. Durante a subida, a aproximadamente 10 mil pés de altitude, os pilotos ouviram um barulho forte e perceberam uma queda repentina na pressão da cabine. As máscaras de oxigênio foram acionadas automaticamente. A aeronave pousou em segurança cerca de 20 minutos após a decolagem, sem feridos.
Em comunicado, a empresa afirmou: "A investigação inicial indica que o dano à janela foi provavelmente causado por um objeto estranho, possivelmente um pássaro ou detrito na pista, e não por um problema de manutenção ou fadiga do material". A companhia destacou que a aeronave passou por todas as inspeções de rotina e estava em condições plenas de voo.
Investigação em andamento
A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA) e o Escritório de Investigação de Acidentes Aéreos (AAIB) estão acompanhando o caso. A Ryanair já substituiu a janela danificada e a aeronave foi liberada para voos após inspeção completa. O incidente reacendeu debates sobre segurança em voos, mas especialistas afirmam que janelas quebradas são raras e geralmente não representam risco grave quando a tripulação segue os protocolos.
"Janelas de aeronaves são projetadas para suportar grandes diferenças de pressão. Mesmo que uma quebre, a estrutura da fuselagem mantém a integridade", explicou o especialista em segurança aérea João Silva, da Universidade de São Paulo. "O mais importante é o treinamento da tripulação para lidar com despressurização, como ocorreu nesse caso".
Impacto e medidas
A Ryanair informou que todos os passageiros foram reacomodados em voos posteriores sem custo adicional e que ofereceu compensação conforme regulamentação europeia. A empresa reforçou seu compromisso com a segurança e disse que cooperará totalmente com as investigações. O incidente não afetou a programação de voos da companhia, que opera mais de 2.500 voos diários.



