Rumo (RAIL3) registra recorde de volumes em maio e analistas reiteram compra
Rumo (RAIL3) atinge recorde de volumes em maio

A Rumo (RAIL3) divulgou seus dados operacionais referentes ao mês de maio, alcançando um recorde de volumes consolidados de 8,2 bilhões de tonelada por quilômetro (RTK), o que representa um crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por volta das 10h50, as ações da companhia apresentavam alta de 0,44%, cotadas a R$ 13,55.

Desempenho por operação

De acordo com o Bradesco BBI, o desempenho foi impulsionado principalmente pela Operação Norte, que também renovou suas máximas históricas, com um incremento de 8%. Entre os segmentos, o destaque ficou com o farelo de soja, que registrou um avanço de 27% no comparativo anual, equivalente a 263 milhões de RTK adicionais, e os fertilizantes, com uma forte expansão de 182%, representando 380 milhões de RTK adicionais. Os dados de frete e a dinâmica da safra no Mato Grosso complementam o quadro positivo observado no mês, reforçando a percepção de uma demanda robusta, mesmo diante de sinais pontuais de menor exportação no período.

Análise do Bradesco BBI

O Bradesco BBI considera os números de maio como positivos, com o crescimento de 8% no comparativo anual reforçando a tese de que os reajustes tarifários implementados ao longo do primeiro trimestre de 2026 aumentaram de forma relevante a competitividade da ferrovia. Segundo o banco, o reajuste se reflete tanto nos volumes recordes — no consolidado e na Operação Norte — quanto no fechamento antecipado da capacidade do primeiro semestre de 2026 por tradings. Mesmo com preocupações sobre menores exportações no Mato Grosso no mês, os dados mostram resiliência, indicando ganho de participação de mercado apoiado em um pricing mais competitivo. O BBI segue vendo a Rumo como uma das alternativas mais eficientes para escoamento de grãos, o que deve sustentar volumes robustos no segundo semestre de 2026 e ao longo de 2027. Embora o potencial de expansão adicional de EBITDA via preços possa ser um pouco mais limitado, diante da menor alta recente do frete rodoviário, a companhia ainda apresenta uma proposta de valor atrativa, sustentando a visão construtiva para volumes à frente. O Bradesco BBI reiterou recomendação de compra para as ações da Rumo, com preço-alvo de R$ 22.

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Visão da XP

Na avaliação da XP, a Rumo registrou volumes 4% acima da estimativa da corretora, sustentado pela continuidade da forte operação no corredor Norte, com avanço de 8%, impulsionado pelo aumento dos fluxos de fertilizantes e pela resiliência dos embarques de soja, especialmente de farelo. Já a operação Sul apresentou crescimento de 6%, apoiada por volumes robustos de soja e farelo de soja. A XP acrescenta que continua vendo a Rumo em uma posição competitiva nos níveis tarifários atuais, cenário favorecido por uma queda sazonal mais lenta nos preços do frete rodoviário em 2026. Na visão da corretora, esse movimento deve ser sustentado pelos custos mais elevados do diesel e pelas restrições operacionais do Arco Norte. A XP Investimentos manteve recomendação de compra, devido a uma avaliação atrativa (TIR real do patrimônio líquido de aproximadamente 16%) e fundamentos positivos de oferta e demanda de longo prazo.

Comentários do Morgan Stanley

O Morgan Stanley, por sua vez, destaca que os dados vieram em grande parte em linha com as expectativas e mantém a Rumo no caminho certo para atingir as metas. O banco destaca que o foco do mercado começa a migrar da soja para o milho: embora as exportações de soja tenham desacelerado após o pico da safra, a companhia continuou ganhando participação nesse mercado. Já a comercialização e a colheita do milho ainda estão em estágio inicial, tornando a janela de exportação da segunda safra o principal fator a ser monitorado nos próximos meses. O Morgan Stanley manteve recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 18.

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Análise do Itaú BBA

Segundo o Itaú BBA, os volumes reforçam o bom momento operacional da Rumo e aumentam a probabilidade de um segundo trimestre acima das expectativas. O banco avalia que o ritmo de crescimento, sustentado pelo forte fluxo de cargas agrícolas, pode levar a companhia a superar 90 bilhões de TKU em 2026. Além disso, mantém expectativa de tarifas estáveis no segundo trimestre, com espaço para reajustes no segundo semestre, enquanto considera que os possíveis impactos do El Niño devem ser sentidos apenas em 2027. O BBA manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 19.