A Romi e a Camil divulgaram nesta quarta-feira (15) seus resultados do segundo trimestre de 2026, ambos com queda no lucro líquido em relação ao mesmo período de 2025. Já a Alliança Saúde adiou a publicação de seus números, sem nova data definida.
Romi: lucro cai 12% com receita menor
A fabricante de máquinas e equipamentos Romi registrou lucro líquido de R$ 45,2 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 12% ante os R$ 51,4 milhões do mesmo período de 2025. A receita líquida recuou 7,5%, para R$ 345,6 milhões, impactada pela menor demanda de máquinas para o setor metalmecânico.
Segundo a empresa, o resultado reflete a desaceleração da economia brasileira e a alta dos juros, que reduziram os investimentos industriais. O Ebitda ajustado somou R$ 68,9 milhões, queda de 10,3% na comparação anual, com margem de 19,9%.
Camil: lucro recua 8,5% com pressão de custos
A Camil, dona de marcas como União e Pilar, reportou lucro líquido de R$ 89,7 milhões no segundo trimestre, uma redução de 8,5% em relação aos R$ 98,1 milhões de um ano antes. A receita líquida cresceu 3,2%, para R$ 1,36 bilhão, impulsionada pelo maior volume de vendas de arroz e feijão.
No entanto, a empresa enfrentou pressão de custos com grãos e logística. O custo dos produtos vendidos subiu 5,1%, comprimindo a margem bruta de 24,3% para 23,1%. O Ebitda ajustado foi de R$ 152,3 milhões, queda de 4,2%, com margem de 11,2%.
“O cenário de inflação de alimentos e alta de fretes impactou nossos resultados, mas mantivemos disciplina de preços e eficiência operacional”, afirmou em nota o diretor financeiro da Camil, Pedro Piva.
Alliança adia balanço sem nova data
A Alliança Saúde, operadora de planos de saúde, informou que adiou a divulgação de seus resultados do segundo trimestre, inicialmente prevista para esta quarta-feira. A empresa não estabeleceu nova data e não detalhou os motivos. Em comunicado, disse apenas que “a publicação será realizada oportunamente”.
Analistas do mercado especulam que o adiamento pode estar relacionado a ajustes contábeis ou reavaliação de provisões. A Alliança enfrenta aumento na sinistralidade do setor de saúde suplementar, que tem pressionado as margens das operadoras.
No primeiro trimestre de 2026, a Alliança registrou lucro líquido de R$ 12,3 milhões, queda de 35% ante o mesmo período de 2025. A receita foi de R$ 1,89 bilhão.



