Proteína bovina amplia mercado como alternativa ao whey
Proteína bovina: alternativa ao whey ganha mercado

A proteína bovina está se consolidando como uma alternativa viável ao whey protein, tradicionalmente derivado do leite. Extraída da carne bovina, essa fonte proteica oferece um perfil de aminoácidos completo, com destaque para a presença de colágeno e baixo teor de lactose, atraindo consumidores com restrições alimentares ou que buscam diversificar a ingestão de proteínas.

Crescimento do mercado de proteínas alternativas

O mercado de proteínas em pó tem experimentado uma expansão significativa, impulsionado pela demanda por opções que vão além do soro do leite. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), o segmento de proteínas alternativas cresceu 15% em 2025, com a proteína bovina respondendo por uma parcela crescente desse aumento. A tendência reflete a busca por fontes sustentáveis e hipoalergênicas.

Benefícios nutricionais da proteína bovina

A proteína bovina é rica em aminoácidos essenciais, especialmente leucina, fundamental para a síntese muscular. Diferente do whey, ela contém colágeno tipo I e III, que beneficia articulações e pele. Além disso, seu teor reduzido de lactose a torna adequada para intolerantes. “A proteína bovina oferece uma alternativa completa para quem busca recuperação muscular sem os efeitos colaterais do leite”, afirma a nutricionista esportiva Carla Mendes, consultora da marca Dino.

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Aplicações no esporte e bem-estar

Atletas e praticantes de atividade física têm adotado a proteína bovina como suplemento pós-treino. Estudos indicam que sua absorção é ligeiramente mais lenta que a do whey, proporcionando liberação gradual de aminoácidos. Isso a torna ideal para períodos de recuperação prolongada, como durante o sono. A versatilidade também permite seu uso em receitas, como panquecas e shakes, sem alterar significativamente o sabor.

Desafios e perspectivas

Apesar do crescimento, a proteína bovina enfrenta desafios de custo e percepção. O preço ainda é superior ao do whey convencional, mas a tendência é de redução com o aumento da escala produtiva. A indústria investe em processos de extração mais eficientes para tornar o produto acessível. “Esperamos que, em dois anos, o custo se equipare ao das proteínas tradicionais”, projeta o diretor de inovação da Dino, Rafael Oliveira.

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