Dólar cai a R$ 5,07 com valorização do petróleo e real forte
Dólar cai a R$ 5,07 com petróleo em alta e real forte

O dólar comercial encerrou a sessão desta quarta-feira em queda, cotado a R$ 5,07, em meio a um cenário de valorização do petróleo e de desempenho positivo do real, que figurou entre as moedas mais fortes do dia. O movimento ocorreu apesar da pressão exercida pelos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), que ficou em segundo plano.

Petróleo em alta impulsiona moedas de emergentes

O barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, registrou alta de mais de 2% durante o dia, refletindo expectativas de redução da oferta global. A commodity energética costuma beneficiar moedas de países exportadores, mas também influencia o real devido à participação da Petrobras no mercado. A valorização do petróleo contribuiu para o apetite por risco em ativos de economias emergentes.

O real foi uma das moedas que mais se valorizaram ante o dólar no dia, com ganho superior a 1%. Analistas apontam que o fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira e a entrada de recursos ligados a exportações de commodities ajudaram a sustentar a moeda local.

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Treasuries perdem força como fator de pressão

Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo, que vinham subindo e pressionando moedas emergentes, apresentaram leve recuo ou estabilidade nesta quarta. Isso reduziu a atratividade do dólar como porto seguro e permitiu que moedas como o real respirassem. Na véspera, o dólar havia fechado a R$ 5,12.

Segundo operadores, o mercado está monitorando de perto os dados de inflação nos EUA, que podem influenciar as próximas decisões do Federal Reserve. No entanto, a combinação de petróleo em alta e Treasuries estáveis criou um ambiente favorável para o real.

Impacto no mercado brasileiro

A queda do dólar para abaixo de R$ 5,10 é vista como positiva para o controle da inflação, já que reduz o custo de insumos importados. Para as exportações, porém, uma moeda brasileira mais forte pode tornar os produtos nacionais menos competitivos no exterior.

O Banco Central não realizou intervenções no câmbio durante a sessão. A autoridade monetária tem mantido uma postura de não interferência, salvo em momentos de estresse extremo.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também fechou em alta, impulsionado pelas ações de empresas ligadas a commodities, como Petrobras e Vale. O movimento mostra a correlação entre o câmbio e o mercado acionário no Brasil.

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