Uma vítima do esquema de pirâmide financeira comandado por Isabela Christy Gomes Barros revelou ao Fantástico que foi incentivada pela própria golpista a pegar R$ 10 mil emprestados com um agiota para investir no esquema. O dinheiro nunca foi devolvido, e a vítima, que pediu anonimato por medo de represálias, afirmou que a promessa era de que o investimento renderia o suficiente para quitar a dívida e ainda gerar lucro.
Estratégia de captação incluía empréstimos com agiotas
Segundo as investigações, convencer investidores a recorrer a empréstimos fazia parte da estratégia de Isabela e do então marido, Davi Robson de Barros, para ampliar a captação de recursos. A promessa era de rendimentos muito acima do mercado, chegando a 100% em 40 dias e até 400% em um ano. A Polícia Civil estima que o esquema deixou cerca de mil vítimas em diferentes estados do Brasil.
“Ela que me estimulou a pegar”, afirmou a vítima. Após entregar o dinheiro, os pagamentos nunca foram feitos. Isabela teria justificado que enfrentava problemas com a plataforma responsável pelas operações financeiras. “Esses R$ 10 mil passaram a ser um caos na minha vida, porque o agiota chegou na minha porta e queria o dinheiro, e eu não tinha”, contou.
Isabela ostenta vida de luxo em Dubai enquanto é investigada
Atualmente, Isabela mora em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde leva uma vida de ostentação. Ela é alvo de um novo inquérito que apura denúncias de que estaria captando novos investidores a partir do exterior. Ao Fantástico, Isabela afirmou ser inocente e disse que pretende devolver aos clientes os valores investidos, sem o pagamento dos lucros prometidos.
A condenada por crime de pirâmide financeira já havia sido proibida pela Justiça de deixar o Brasil, mas vídeos mostram ela comemorando a saída do país. A vida de luxo em Dubai contrasta com o prejuízo das vítimas, que somam cerca de mil pessoas em todo o país.



