O PicPay anunciou nesta quarta-feira (20) a ampliação da solução Tap on Phone para pessoas físicas. A ferramenta, que antes estava disponível apenas para contas jurídicas, agora permite que qualquer usuário da carteira digital receba pagamentos por aproximação usando o próprio smartphone, sem necessidade de maquininha adicional.
Como funciona o Tap on Phone do PicPay
A funcionalidade utiliza a tecnologia NFC (Near Field Communication) presente em aparelhos Android. O vendedor abre o aplicativo PicPay, seleciona a opção “Receber” e depois “Por aproximação”. O cliente, por sua vez, aproxima o cartão de crédito, débito ou outro dispositivo habilitado para NFC do celular do vendedor. A transação é processada em segundos.
De acordo com a fintech, a taxa para recebimento por aproximação é de 2,99% por transação, com liquidação em até 30 dias. Não há aluguel de maquininha nem mensalidade. O limite por transação é de R$ 200 para pessoas físicas não verificadas e de R$ 500 para contas verificadas.
Disponibilidade e requisitos
O Tap on Phone para pessoa física está disponível para todos os usuários do PicPay com conta verificada e smartphone Android com NFC. A empresa informou que a novidade chega gradualmente ao longo das próximas semanas. “Queremos democratizar o acesso a meios de pagamento modernos, permitindo que qualquer pessoa possa vender de forma simples e segura”, afirmou Anderson Chamon, diretor de produtos do PicPay, em comunicado à imprensa.
Impacto no mercado de pagamentos
A ampliação do Tap on Phone para pessoas físicas coloca o PicPay em concorrência direta com soluções similares de bancos digitais como Nubank e C6 Bank, que já oferecem a funcionalidade para seus clientes. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), as transações por aproximação representaram 45% do total de pagamentos presenciais com cartão no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 12 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025.
O movimento do PicPay também visa capturar uma fatia do mercado de microempreendedores e vendedores informais, que muitas vezes não têm acesso a maquininhas tradicionais. “A solução elimina barreiras de custo e logística, já que o celular se torna a maquininha”, destacou Chamon.



