A Philip Morris International superou as estimativas de lucro e receita no segundo trimestre de 2026, impulsionada pelo forte crescimento global de sua marca de saquinhos de nicotina Zyn. A empresa reportou lucro por ação ajustado de US$ 1,54, acima dos US$ 1,49 esperados por analistas consultados pela FactSet. A receita líquida ajustada atingiu US$ 9,2 bilhões, superando a previsão de US$ 8,9 bilhões.
Crescimento da Zyn impulsiona resultados
As vendas de Zyn, que são saquinhos de nicotina sem tabaco, cresceram 35% em termos orgânicos no trimestre, alcançando US$ 1,4 bilhão. O volume de vendas aumentou 30%, para 150 milhões de latas, com destaque para os mercados dos Estados Unidos e da Europa. A empresa atribuiu o desempenho à expansão da capacidade de produção e ao aumento da demanda por alternativas ao cigarro.
“A Zyn continua a ser um motor de crescimento excepcional para a Philip Morris, à medida que mais consumidores buscam opções de nicotina sem fumaça”, afirmou o CEO Jacek Olczak em comunicado. “Estamos investindo para atender a essa demanda crescente e esperamos que o produto contribua significativamente para nossos resultados nos próximos anos.”
Desempenho geral e perspectivas
Além da Zyn, a empresa registrou crescimento em outras categorias de produtos sem fumaça, que representaram 38% da receita total no trimestre, ante 34% no mesmo período do ano anterior. O volume total de cigarros tradicionais caiu 2,5%, refletindo a tendência global de redução do tabagismo.
A Philip Morris manteve sua previsão de lucro por ação ajustado para o ano fiscal de 2026 entre US$ 6,20 e US$ 6,30, acima da estimativa de consenso de US$ 6,18. A empresa também reiterou sua meta de que os produtos sem fumaça representem mais da metade da receita até 2027.
As ações da Philip Morris subiam 3,2% nas negociações pré-mercado em Nova York após a divulgação dos resultados.



