Ocupação de escritórios em SP atinge maior nível desde a pandemia
Ocupação de escritórios em SP atinge maior nível desde pandemia

A taxa de ocupação de escritórios na cidade de São Paulo atingiu 87,3% no segundo trimestre de 2026, o maior patamar desde o início da pandemia de Covid-19, segundo relatório da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield divulgado nesta quarta-feira. O índice representa um aumento de 2,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e de 5,4 pontos percentuais na comparação anual.

Setores de tecnologia e serviços financeiros lideram a retomada

O crescimento foi puxado principalmente pelos setores de tecnologia, serviços financeiros e consultorias, que têm demandado mais espaço para escritórios físicos. “Observamos um movimento consistente de retorno aos escritórios, especialmente entre empresas que adotaram modelos híbridos e agora buscam espaços de maior qualidade para atrair talentos”, afirmou Ricardo Zogbi, diretor de pesquisa da Cushman & Wakefield no Brasil.

Dados do relatório mostram que a absorção líquida de escritórios na capital paulista foi de 45 mil metros quadrados no segundo trimestre, o maior volume desde o quarto trimestre de 2019. O estoque total de escritórios classe A e A+ na cidade é de aproximadamente 4,2 milhões de metros quadrados.

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Bairros nobres concentram a maior demanda

As regiões da Faria Lima, Berrini e Paulista concentraram 70% da absorção líquida no período. A vacância nesses bairros caiu para 9,8%, ante 12,1% no trimestre anterior. “As empresas estão priorizando localizações premium, com fácil acesso a transporte público e infraestrutura de serviços”, explicou Zogbi.

O preço médio de locação em São Paulo subiu 3,2% no trimestre, para R$ 98,50 por metro quadrado. Na região da Faria Lima, o valor médio chegou a R$ 145,00 por metro quadrado, o maior da cidade.

Perspectivas para o segundo semestre

A Cushman & Wakefield projeta que a taxa de ocupação deve continuar subindo no segundo semestre, podendo atingir 89% até o fim do ano, impulsionada pela conclusão de novos empreendimentos corporativos e pela manutenção do ritmo de contratações no setor de serviços. “A tendência é de que o mercado de escritórios em São Paulo se aproxime dos níveis pré-pandemia até o final de 2027”, afirmou o diretor de pesquisa.

O levantamento também aponta que 12 novos edifícios corporativos estão em construção na cidade, com entrega prevista entre 2026 e 2028, somando 180 mil metros quadrados de área locável. Destes, 65% já estão pré-locados.

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