Nova York impõe moratória para novos centros de dados
Nova York impõe moratória para centros de dados

A cidade de Nova York aprovou uma moratória de dois anos para a construção de novos centros de dados, medida que visa reduzir o consumo de energia e as emissões de carbono. A decisão, anunciada pelo Conselho Municipal nesta terça-feira, afeta diretamente os planos de expansão de empresas como Google, Amazon e Microsoft na região.

Detalhes da moratória

A moratória proíbe a emissão de novas licenças para centros de dados com capacidade superior a 5 megawatts até 2028. A medida se aplica a cinco distritos da cidade, incluindo Manhattan e Brooklyn, onde o consumo de energia já é elevado. Segundo a prefeitura, os centros de dados consomem atualmente cerca de 10% da eletricidade da cidade, e a projeção era de que esse número dobrasse até 2030.

O conselheiro municipal James Smith, autor do projeto, afirmou: "Não podemos permitir que o crescimento desenfreado dos centros de dados comprometa nossa rede elétrica e nossas metas climáticas. Precisamos de um plano estratégico."

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Impacto nas big techs

Empresas como Google, que planejava um novo centro de dados no Brooklyn, terão que reavaliar seus cronogramas. A Amazon, que opera três centros na cidade, expressou preocupação. Em nota, a empresa disse: "A moratória pode atrasar investimentos e empregos. Vamos trabalhar com a cidade para encontrar soluções."

A medida também afeta provedores de nuvem menores e startups que dependem de infraestrutura local. Especialistas estimam que a moratória pode custar à economia local até US$ 1 bilhão em investimentos perdidos.

Contexto energético e ambiental

Nova York tem metas ambiciosas de redução de emissões, com objetivo de neutralidade de carbono até 2050. Os centros de dados são grandes consumidores de energia, muitas vezes alimentados por fontes fósseis. A moratória dá tempo para a cidade desenvolver um plano de energia renovável e eficiência.

O prefeito Eric Adams apoiou a medida: "Precisamos equilibrar inovação com sustentabilidade. Esta pausa nos permitirá planejar um futuro mais verde."

Críticos, no entanto, argumentam que a moratória pode empurrar investimentos para outros estados, como Virgínia ou Ohio, que têm políticas energéticas menos restritivas.

Próximos passos

Durante a moratória, um grupo de trabalho estudará o impacto dos centros de dados na rede elétrica e proporá novas regulamentações. A previsão é que o relatório final seja apresentado em 18 meses. Enquanto isso, projetos já licenciados podem prosseguir, mas novas solicitações ficam suspensas.

A decisão de Nova York pode inspirar outras cidades, como São Francisco e Chicago, que também enfrentam pressão sobre suas redes elétricas devido ao crescimento da inteligência artificial e da computação em nuvem.

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