Pela primeira vez em mais de 50 anos de história, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) tem maioria feminina em sua diretoria executiva. Das seis posições de alta liderança, quatro são ocupadas por mulheres. A mudança reflete uma política de diversidade de gênero adotada pela instituição, que administra os direitos autorais de músicas no Brasil.
Composição da nova diretoria
As executivas que assumiram os cargos são: Ana Paula Almeida (Diretora de Administração e Finanças), Camila Monti (Diretora de Tecnologia da Informação), Luciana Nunes (Diretora de Relações com o Mercado) e Renata Oliveira (Diretora de Comunicação e Marketing). Os dois diretores homens completam a equipe: Carlos Alberto dos Santos (Diretor Jurídico) e Marcos Vinícius Pereira (Diretor de Operações).
Impacto da diversidade
Segundo o Ecad, a presença feminina em cargos de decisão traz benefícios como maior criatividade, inovação e equilíbrio nas discussões estratégicas. A instituição afirma que a diversidade de gênero é um dos pilares da gestão moderna e que pretende ampliar a participação feminina em todos os níveis hierárquicos.
O Ecad é responsável por arrecadar e distribuir os direitos autorais de execução pública musical no Brasil, atendendo a mais de 300 mil titulares de direitos, entre compositores, intérpretes, músicos e editores.
A iniciativa de promover mulheres a cargos executivos ocorre em um contexto nacional de debates sobre igualdade de gênero no mercado de trabalho. Dados do IBGE mostram que, embora as mulheres representem a maioria da população com ensino superior, ainda são minoria em posições de liderança nas empresas brasileiras.
O Ecad espera que a nova configuração inspire outras organizações a adotarem políticas semelhantes, contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária.



