Participação de motos elétricas no delivery cresce 10 vezes em 4 meses
Motos elétricas no delivery crescem 10 vezes em 4 meses

A participação de motos elétricas no serviço de delivery cresceu dez vezes nos últimos quatro meses, segundo dados recentes do setor. O aumento expressivo reflete uma tendência de busca por alternativas mais econômicas e sustentáveis entre entregadores e empresas.

Fatores do crescimento

Vários fatores contribuíram para esse salto. O custo operacional reduzido é um dos principais atrativos: a recarga de uma moto elétrica custa significativamente menos que o abastecimento com combustível fóssil. Além disso, a manutenção é mais simples e barata, sem necessidade de trocas de óleo ou filtros.

Outro ponto importante é a sustentabilidade. Com a crescente preocupação ambiental, muitas empresas de delivery estão incentivando o uso de veículos elétricos para reduzir a emissão de poluentes. Algumas plataformas oferecem benefícios ou taxas reduzidas para entregadores que utilizam motos elétricas.

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Impacto no mercado

O aumento na adoção de motos elétricas também está impulsionando o mercado de veículos elétricos de duas rodas no Brasil. Fabricantes têm ampliado a oferta de modelos e a infraestrutura de recarga está se expandindo nas grandes cidades. Especialistas preveem que a tendência deve continuar, com a participação das motos elétricas no delivery podendo chegar a 20% até o final do ano.

Entregadores que já migraram para o elétrico relatam satisfação. “A economia é enorme. Em um mês, gastava cerca de R$ 600 de gasolina; agora, pago menos de R$ 100 de energia”, conta um entregador de São Paulo. A redução de ruído também é um benefício, especialmente para entregas noturnas.

Desafios a superar

Apesar do crescimento, ainda há desafios. A autonomia das baterias, que varia entre 80 e 120 km, pode ser insuficiente para jornadas muito longas. A infraestrutura de recarga rápida ainda é limitada, embora esteja em expansão. O preço de aquisição das motos elétricas, mais alto que o das convencionais, também é uma barreira, mas a economia operacional compensa no médio prazo.

Governos estaduais e municipais têm implementado incentivos, como isenção de IPVA e rodízio para veículos elétricos, o que estimula ainda mais a adoção.

Perspectivas futuras

Com a evolução da tecnologia de baterias e a queda esperada dos preços, a tendência é que as motos elétricas se tornem ainda mais competitivas. O setor de delivery, que movimenta milhões de entregas por mês no Brasil, pode se tornar um dos principais motores da eletrificação da mobilidade urbana.

Em resumo, o crescimento de dez vezes em apenas quatro meses demonstra que a mudança para veículos elétricos no delivery não é uma moda passageira, mas uma transformação estrutural que veio para ficar.

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