Morgan Stanley vê Brasil como favorito e aposta em ações com El Niño
Morgan Stanley vê Brasil como favorito na América Latina

Em relatório de estratégia para a América Latina de julho, o Morgan Stanley destacou que o Brasil continua sendo o seu mercado favorito na região e que a probabilidade de uma mudança na política econômica está aumentando. Segundo os estrategistas Nikolaj Lippmann e Julia Nogueira, “o pessimismo dos investidores brasileiros está em níveis recordes, e eles nunca investiram tão pouco em fundos de ações locais, o que acrescenta um fator potencial adicional relacionado aos fluxos de capital”.

Recomendações setoriais do banco

O banco segue com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) nos setores de Serviços Financeiros, Celulose e Papel, Aeroespacial e Alimentos. Por outro lado, tem recomendação underweight (exposição abaixo da média do mercado) em Transporte, Bebidas, Bancos e Varejo.

Cenário de alta de longo prazo, mas com riscos

Lippmann e Nogueira acreditam que o Brasil e toda a América Latina podem caminhar para um cenário de alta (bull market) de vários anos. No entanto, riscos de cauda negativos persistem, resultando em um spread (diferença) maior entre os cenários de alta e baixa (Bull-Bear Spread).

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Reposicionamento da carteira para o El Niño

O Morgan Stanley fez um reposicionamento em sua carteira de ações antes do El Niño. O impacto esperado da alta nos preços do açúcar levou o banco a incluir a São Martinho (SMTO3) em seu portfólio. Além disso, elevou sua posição overweight na Axia (AXIA3), a aposta de maior convicção no Brasil, pois a empresa deve se beneficiar do El Niño devido a uma provável tendência de alta nos preços de energia nas regiões onde atua.

O banco ainda reduziu marginalmente sua posição overweight na Copel (CPLE3), já que o aumento das chuvas no Sul do Brasil – onde se concentra a maior parte dos ativos de geração da empresa – poderia reduzir os preços de energia nessa região. Além disso, também elevou a exposição ao setor de papel e celulose com Suzano (SUZB3), buscando manter a diversificação antes das eleições presidenciais de outubro.

Principais apostas do banco

Os estrategistas destacam preferência por: a) serviços financeiros, com exposição em XP, BTG (BPAC11) e B3 (B3SA3); b) geração de energia (Axia); c) digitalização (Nubank e Mercado Livre); e d) agricultura (JBS e São Martinho).

Carteira recomendada para julho

Confira a carteira de empresas brasileiras para julho, com respectivos pesos:

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  • PETR4 (Petrobras): 15,8%
  • VALE (Vale): 14,2%
  • ITUB (Itaú Unibanco): 10,2%
  • AXIA3 (Axia Energia): 7,8%
  • SBSP3 (Sabesp): 6,9%
  • B3SA3 (B3): 5,6%
  • EMBJ (Embraer): 5,6%
  • BPAC11 (BTG Pactual): 5,3%
  • SUZB3 (Suzano): 4,1%
  • BBAS3 (Banco do Brasil): 3,4%
  • XP (XP Inc): 3,0%
  • CPLE6 (Copel): 2,9%
  • JBS (JBS): 2,5%
  • PRIO3 (PRIO): 2,2%
  • MELI (Mercado Livre): 2,0%
  • NU (Nubank): 2,0%
  • SMTO3 (São Martinho): 1,8%
  • KLBN11 (Klabin): 1,6%
  • RDOR3 (Rede D'Or): 1,6%
  • SAUD3 (BraSaúde): 1,5%