Minério de ferro avança 1,13% na bolsa de Dalian
Minério de ferro sobe 1,13% na bolsa de Dalian

O contrato mais líquido do minério de ferro para entrega em setembro de 2026 encerrou o pregão desta quarta-feira (15) com alta de 1,13% na bolsa de Dalian, na China, cotado a 845 iuanes por tonelada métrica. O avanço foi impulsionado por expectativas de que o governo chinês anuncie novas medidas de estímulo econômico para reativar o setor imobiliário e a indústria, principais demandantes do minério.

Contexto do mercado

O minério de ferro vinha operando em queda nas últimas semanas devido à desaceleração da economia chinesa e à fraca demanda por aço. No entanto, relatos de que Pequim prepara um pacote de incentivos fiscais e flexibilização de regras para o mercado imobiliário reacenderam o otimismo entre investidores.

“A China continua sendo o motor do mercado de minério de ferro. Qualquer sinal de estímulo gera reação imediata nos preços”, afirmou um analista do banco ABC Bullion, citado pela agência Reuters.

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Impacto nos custos de produção

A alta do minério de ferro pressiona os custos das siderúrgicas brasileiras, que dependem da commodity para produção de aço. A Vale, maior exportadora global de minério de ferro, pode se beneficiar do aumento de preços, mas enfrenta desafios logísticos e regulatórios.

A recuperação do preço também reflete a redução nos estoques nos portos chineses, que caíram para 120 milhões de toneladas na última semana, segundo dados da consultoria Mysteel. Especialistas alertam, porém, que a sustentabilidade da alta depende da efetiva implementação dos estímulos e da recuperação da demanda real.

Perspectivas para o setor

O mercado observa atentamente as reuniões do Banco Popular da China e do Conselho de Estado, que devem definir novas políticas nas próximas semanas. Caso os estímulos sejam confirmados, o minério de ferro pode testar resistências acima de 900 iuanes por tonelada.

Por outro lado, riscos como a desaceleração global e a guerra comercial entre EUA e China limitam o potencial de alta. A commodity acumula queda de 8% no ano, mesmo com o movimento de hoje.

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