Criança de 2 anos compra sofá de R$ 1.957 por aplicativo no ES
Menino de 2 anos compra sofá de R$ 1.957 por app no ES

Uma família capixaba viveu uma situação inusitada após uma criança de apenas 2 anos realizar uma compra de quase R$ 2 mil por meio de um aplicativo de loja de móveis. O pequeno Matias, filho da publicitária Giselle Madeira, utilizou o celular da mãe sem supervisão e, em poucos cliques, comprou um sofá no valor de R$ 1.957,89, parcelado em dez vezes.

Descoberta da compra

Dois dias após um almoço em família, Giselle recebeu uma ligação do entregador informando que o produto estava no endereço indicado. Pensando que alguém da casa havia feito o pedido, ela pediu que sua irmã, Monike Madeira, recebesse a encomenda. Foi então que a confusão começou. Monike, microempresária, contou ao g1 que acreditou que a irmã tivesse comprado o sofá para presentear a mãe, que estava reformando a casa. No entanto, ao questionar Giselle, esta negou ter feito a compra.

Investigação caseira

Ao verificar o aplicativo da loja, Giselle confirmou que a compra havia sido realizada de sua conta e com seu cartão de crédito. As irmãs lembraram que Matias havia usado o celular da mãe para tirar fotos durante o almoço. Cruzando os horários, concluíram que a criança, em um único clique, finalizou a compra, já que o cartão estava cadastrado e o endereço salvo.

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Solução encontrada

Inicialmente, Giselle tentou cancelar o pedido, mas foi informada de que, como o produto já havia sido recebido, não poderia ser devolvido. Para resolver a situação, Monike decidiu ficar com o sofá e pagar as parcelas para a irmã.

Direito de arrependimento

Segundo a advogada Suellen Mendes, especialista em direito do consumidor, Giselle poderia ter exercido o direito de arrependimento. Em compras online, o consumidor tem até 7 dias após o recebimento para devolver o produto, sem necessidade de justificativa, e o fornecedor deve arcar com os custos de devolução. A advogada explicou que muitas lojas tentam dificultar esse direito, mas ele é garantido por lei.

Como evitar compras indesejadas

Giselle aprendeu a lição: não deixar o celular com crianças sem supervisão e não manter cartões de crédito cadastrados em aplicativos. Suellen Mendes recomenda habilitar verificação em duas etapas, como senha, reconhecimento facial ou biometria, para evitar que crianças ou criminosos realizem compras. A especialista alerta que manter cartões salvos em ambientes online é arriscado, pois facilita tanto a vida do usuário quanto a de criminosos.

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