A KPMG Austrália anunciou uma nova política disciplinar que prevê multas de até US$ 126 mil (cerca de R$ 700 mil) para funcionários que cometerem infrações graves, como assédio, discriminação e outras condutas inaceitáveis. A medida, divulgada nesta quarta-feira, visa reforçar a cultura de integridade e responsabilidade na empresa.
Detalhes das penalidades
As multas podem ser aplicadas a qualquer funcionário, independentemente do cargo, e serão descontadas diretamente dos salários ou bônus. A KPMG também poderá reduzir bônus, suspender promoções e até mesmo demitir os envolvidos. A empresa afirmou que as penalidades serão determinadas caso a caso, levando em conta a gravidade da infração e o histórico do funcionário.
De acordo com a KPMG, a decisão foi tomada após uma série de incidentes internos que geraram insatisfação entre os colaboradores. A empresa realizou uma pesquisa interna que revelou que 78% dos funcionários acreditam que medidas mais duras são necessárias para coibir comportamentos inadequados.
Impacto e reações
A iniciativa da KPMG Austrália é vista como um movimento ousado no setor de consultoria, onde escândalos de conduta têm sido frequentes. "Precisamos garantir que todos os nossos funcionários se sintam seguros e respeitados. Essas multas são uma ferramenta para responsabilizar aqueles que violam nossos padrões", disse o CEO da KPMG Austrália, Andrew Yates, em comunicado interno.
Especialistas em direito trabalhista alertam que a medida pode gerar controvérsias legais, especialmente se as multas forem consideradas abusivas ou desproporcionais. No entanto, a KPMG afirma que as penalidades estão dentro dos limites legais e que os funcionários serão informados previamente sobre as regras.
Contexto global
A KPMG Austrália não é a primeira a adotar multas disciplinares. Empresas como Goldman Sachs e JP Morgan também implementaram políticas semelhantes nos últimos anos. A medida reflete uma tendência global de maior rigor no combate a assédio e discriminação no ambiente corporativo.



