JPMorgan rebaixa Braskem e corta preço-alvo em 50%; ação cai
JPMorgan rebaixa Braskem e corta preço-alvo em 50%

O JPMorgan rebaixou a recomendação das ações da Braskem (BRKM5) de neutra para underweight (equivalente a venda) e cortou o preço-alvo em 50%, de R$ 40 para R$ 20, conforme relatório divulgado nesta terça-feira (30). A revisão reflete a deterioração das perspectivas para o setor petroquímico e o aumento dos riscos fiscais e operacionais da companhia.

Motivos do rebaixamento

Segundo o banco, a Braskem enfrenta um cenário desafiador com a queda das margens de petroquímicos básicos, especialmente polietileno e PVC, devido ao excesso de oferta global e à desaceleração da demanda na China. Além disso, o JPMorgan cita o aumento da alavancagem financeira e as incertezas em relação ao processo de venda da participação da Novonor (ex-Odebrecht) no capital da empresa.

O preço-alvo de R$ 20 representa um potencial de queda de cerca de 50% em relação ao fechamento anterior, de R$ 39,90. Após o anúncio, as ações BRKM5 caíram 4,2% no pregão, cotadas a R$ 38,20.

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Impacto no mercado

O rebaixamento do JPMorgan ocorre em meio a um ambiente de aversão a risco no mercado acionário brasileiro, com o Ibovespa acumulando queda de 4% no mês de junho. A Braskem é uma das empresas mais sensíveis ao ciclo econômico global e às flutuações das commodities.

Analistas do banco destacaram que a relação risco-retorno da ação se tornou desfavorável, mesmo considerando possíveis cenários de recuperação. Eles também mencionaram a possibilidade de novos rebaixamentos de ratings de crédito, o que elevaria os custos de financiamento da petroquímica.

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