No âmbito das negociações para a recuperação extrajudicial da Raízen, o Itaú Unibanco destacou-se como o credor com a posição mais hostil. De acordo com fontes próximas às tratativas, o banco foi o que apresentou maior resistência aos termos propostos pela empresa, gerando entraves no processo.
O papel do Itaú nas negociações
Enquanto outros credores demonstraram maior flexibilidade, o Itaú manteve uma postura inflexível, exigindo condições mais rigorosas para aprovar o plano de recuperação. Essa atitude, segundo analistas, reflete a estratégia do banco de proteger seus interesses financeiros em meio à crise do setor sucroenergético.
Impacto no processo
A posição do Itaú prolongou as discussões e elevou a tensão entre as partes envolvidas. A Raízen, uma das maiores processadoras de cana-de-açúcar do país, busca reestruturar dívidas que somam bilhões de reais. A resistência do banco pode influenciar o desfecho do plano, que ainda aguarda aprovação judicial.
Especialistas apontam que a postura do Itaú não é incomum em processos de recuperação extrajudicial, mas sua intensidade chamou a atenção. O banco, por sua vez, não comentou oficialmente as negociações.



