Integração Petz Cobasi supera expectativas, diz Bradesco BBI
Integração Petz Cobasi supera expectativas, diz BBI

O processo de integração das operações do Grupo Petz Cobasi (AUAU3) está evoluindo em ritmo superior ao projetado inicialmente pelo mercado, de acordo com relatório do Bradesco BBI divulgado nesta quarta-feira (22). Após reunião com executivos do grupo, os analistas destacam que o alinhamento das equipes de compras e o início de negociações conjuntas com fornecedores já estão acelerando a captura de eficiências, aliviando as preocupações dos investidores quanto à tese de fusão.

Sinergias e ganhos de eficiência

O Bradesco BBI estima que o potencial total de valor a ser destravado com a união das marcas está entre R$ 200 milhões e R$ 260 milhões, dos quais 80% correspondem a cortes de custos e despesas operacionais. A companhia projeta capturar entre 60% e 70% dessas economias em até três anos. Embora o segundo trimestre de 2026 (2T26) reflita apenas uma parcela modesta desses avanços, o segundo semestre do ano deve registrar uma aceleração expressiva na captura das sinergias.

“A integração da fusão foi um tema recorrente ao longo da reunião, com a administração reiterando que o progresso tem sido fluido até agora, apoiado por um forte alinhamento cultural entre os dois grupos de acionistas controladores e um alto grau de cooperação desde o primeiro dia”, explicam os analistas do Bradesco BBI.

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Classificação neutra e preço-alvo

Apesar do otimismo com a integração, o Bradesco BBI manteve a classificação neutra para as ações da companhia, citando que o papel é negociado a aproximadamente 8 vezes o Preço sobre Lucro (P/L) projetado para 2027. O preço-alvo é de R$ 4, o que representa um potencial de alta de 27% em relação ao fechamento da véspera. “A entrega consistente de sinergias permanece fundamental para impulsionar novas revisões de LPA (Lucro por Ação) e reacender a confiança dos investidores na tese”, afirma o relatório.

Planos de expansão e estratégia digital

Para os próximos anos, a empresa projeta retomar o ritmo de expansão com a abertura anual de 30 a 40 lojas no médio prazo, incluindo testes de unidades piloto em cidades de menor porte (entre 80 mil e 90 mil habitantes). Além disso, aposta em serviços veterinários e planos de saúde pet como alavancas de crescimento.

No front digital, a empresa utiliza sua rede de mais de 500 lojas físicas como pequenos centros de distribuição logísticos, viabilizando entregas no mesmo dia para cerca de 75% das vendas digitais, canal que representa aproximadamente 40% da receita líquida. “Competir exclusivamente por preço não é sustentável nem necessário, dadas as forças do grupo em profundidade de categoria, marcas próprias, serviços, programas de fidelidade e conveniência multicanal”, aponta o relatório, explicando a decisão de focar a disputa em nichos estratégicos, como a farmácia veterinária, em vez de guerras de preços generalizadas.

Compromissos com o CADE

O relatório também aborda os compromissos regulatórios exigidos pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). A alienação obrigatória de 26 lojas deve ser concluída no segundo semestre de 2026. O histórico da companhia mostra que, em fechamentos anteriores, houve retenção de 70% a 80% das vendas por meio da migração de clientes para unidades próximas.

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