A Prefeitura do Rio de Janeiro lançou recentemente o modelo de inteligência artificial Rio Open 3.5, que rapidamente se tornou alvo de controvérsia entre pesquisadores e engenheiros da área. A principal crítica reside no fato de que a documentação do modelo omitiu a contribuição do laboratório chinês Nex-AGI, responsável por parte significativa do desenvolvimento.
Omissão de crédito e reação da comunidade
A ausência de referências ao trabalho do Nex-AGI na documentação oficial gerou acusações de apropriação indevida de tecnologia. Pesquisadores apontaram que o Rio Open 3.5 não apresentava ganhos de performance originais, sendo essencialmente uma fusão dos modelos Nex-N2-Pro e Qwen3.5-397B, ambos desenvolvidos por grupos chineses.
Posicionamento da IplanRio
A IplanRio, empresa responsável pelo projeto, admitiu que o modelo é uma combinação dos dois sistemas chineses e pediu desculpas públicas pela 'confusão' na documentação. Em nota, a empresa afirmou que irá revisar os materiais para garantir que todos os créditos sejam devidamente atribuídos.
Implicações para transparência em IA
O incidente levanta questões importantes sobre transparência e ética no desenvolvimento de inteligência artificial, especialmente quando envolve o uso de tecnologias abertas. A comunidade científica reforça a necessidade de dar crédito adequado aos criadores originais, evitando práticas que possam ser interpretadas como apropriação cultural ou tecnológica.
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, comentou sobre o lançamento do modelo em suas redes sociais, mas não se manifestou diretamente sobre a polêmica. Até o momento, a Prefeitura não anunciou medidas adicionais além do pedido de desculpas da IplanRio.



