Goldman Sachs deixa Oncoclínicas após 11 anos de sociedade
Goldman Sachs deixa Oncoclínicas após 11 anos

O banco de investimentos Goldman Sachs vendeu sua participação na Oncoclínicas, uma das maiores redes de tratamento oncológico do Brasil, encerrando uma sociedade que durou 11 anos. A transação foi concluída na última semana, com a venda de aproximadamente 10% das ações da companhia, que estavam sob controle do banco.

Detalhes da operação

A operação foi realizada por meio de uma oferta pública secundária, na qual o Goldman Sachs colocou no mercado 15 milhões de ações da Oncoclínicas. O valor total da transação não foi divulgado, mas estima-se que tenha movimentado cerca de R$ 1,2 bilhão, com base no preço médio das ações nos últimos meses.

De acordo com fontes próximas à negociação, a saída do Goldman Sachs faz parte de uma estratégia de reestruturação de portfólio do banco, que busca reduzir exposição em ativos de saúde na América Latina. "O Goldman Sachs está reavaliando seus investimentos no setor de saúde na região, e a venda da participação na Oncoclínicas é um passo nessa direção", afirmou uma fonte sob condição de anonimato.

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Impacto na Oncoclínicas

Para a Oncoclínicas, a saída do Goldman Sachs não deve alterar significativamente sua estrutura de governança ou planos de expansão. A empresa, que possui mais de 100 unidades de tratamento em todo o Brasil, continua com seu plano de crescimento orgânico e inorgânico. Em comunicado, a Oncoclínicas afirmou que "agradece ao Goldman Sachs pelo apoio ao longo dos anos e segue focada em oferecer o melhor tratamento oncológico aos pacientes brasileiros".

Analistas do setor avaliam que a venda pode abrir espaço para novos investidores. "A entrada de um novo sócio pode trazer novas perspectivas para a Oncoclínicas, especialmente em um momento de consolidação do setor de saúde no Brasil", comentou Carlos Alberto, analista da XP Investimentos.

Histórico da parceria

O Goldman Sachs entrou como acionista da Oncoclínicas em 2015, quando adquiriu uma participação minoritária na empresa. Desde então, a rede cresceu significativamente, passando de 30 unidades para mais de 100, e tornou-se uma das líderes no tratamento oncológico privado no país. A parceria foi considerada estratégica para o banco, que buscava exposição ao setor de saúde brasileiro, um dos mais promissores da América Latina.

No entanto, nos últimos anos, o Goldman Sachs tem reduzido sua presença em ativos de saúde na região, vendendo participações em outras empresas, como a Rede D'Or e a Hapvida. A saída da Oncoclínicas segue essa tendência.

Perspectivas futuras

Com a saída do Goldman Sachs, a Oncoclínicas mantém seu controle nas mãos dos fundadores, a família de Paulo Eduardo de Oliveira, que detém cerca de 60% das ações. A empresa planeja continuar investindo em tecnologia e expansão geográfica, com foco em regiões com baixa densidade de serviços oncológicos.

O mercado reagiu positivamente à notícia, com as ações da Oncoclínicas subindo 2,3% no pregão seguinte ao anúncio. Para o Goldman Sachs, a venda representa um lucro estimado de 200% sobre o investimento inicial, considerando os dividendos recebidos ao longo dos anos.

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