Fragmentação de dados limita avanço da IA em viagens corporativas
Fragmentação de dados limita IA em viagens corporativas

A fragmentação de dados é o principal obstáculo para o avanço da inteligência artificial (IA) nas viagens corporativas, segundo estudo da Pressworks, empresa especializada em tecnologia para gestão de viagens. A pesquisa revela que 78% das empresas do setor ainda lidam com sistemas desconectados de reservas, despesas e recursos humanos, o que limita a capacidade de a IA oferecer insights personalizados e automatizar processos.

O problema da fragmentação

O levantamento, realizado com 200 gestores de viagens de médias e grandes empresas no Brasil, aponta que a falta de integração entre plataformas impede que a IA analise dados de forma holística. "Sem uma base unificada, a inteligência artificial não consegue aprender padrões de comportamento ou prever tendências com precisão", explica Carlos Mendes, CEO da Pressworks. Apenas 22% dos entrevistados afirmam ter sistemas integrados que permitem o uso pleno de ferramentas de IA.

Impactos na eficiência e custos

A ausência de dados centralizados gera retrabalho e aumenta custos operacionais. O estudo indica que empresas com dados fragmentados gastam, em média, 35% mais tempo em processos manuais, como conciliação de despesas e aprovação de viagens. Além disso, a IA deixa de oferecer recomendações personalizadas, como sugestões de voos ou hotéis com base no histórico do viajante, resultando em economia de até 20% nos custos totais de viagem, segundo estimativas da Pressworks.

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Oportunidades perdidas

"A IA poderia transformar a experiência do viajante corporativo, mas a fragmentação de dados é um gargalo crítico", afirma Mendes. A pesquisa revela que 65% dos gestores acreditam que a IA poderia melhorar a conformidade com políticas de viagem, mas apenas 15% utilizam soluções baseadas em IA atualmente. Entre as funcionalidades mais desejadas estão a previsão de gastos (citada por 72%) e a detecção de fraudes (68%).

Caminhos para a integração

Para superar a fragmentação, a Pressworks recomenda a adoção de plataformas abertas que permitam a conexão entre diferentes sistemas via APIs. "A integração não é apenas técnica, mas também cultural. As empresas precisam quebrar silos departamentais", destaca o CEO. O estudo sugere que a implementação de um data lake corporativo pode ser o primeiro passo, seguido pela escolha de ferramentas de IA compatíveis com múltiplas fontes de dados.

Perspectivas futuras

Com a crescente demanda por eficiência, a Pressworks projeta que, até 2028, 60% das empresas de viagens corporativas terão sistemas integrados, impulsionadas pela necessidade de reduzir custos e melhorar a experiência do usuário. "A IA não é um fim em si mesma, mas uma ferramenta que depende de dados de qualidade. Sem integração, seu potencial fica limitado", conclui Mendes.

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