A agência de classificação de risco Fitch reduziu nesta terça-feira o rating da empresa de água e saneamento Aegea de BB- para B+, definindo a perspectiva como estável, conforme comunicado oficial.
Motivos do rebaixamento
A Fitch afirmou que a revisão da nota reflete 'uma estrutura financeira mais frágil e uma menor flexibilidade financeira em função da expectativa de desalavancagem mais lenta e dos elevados custos de financiamento'. A agência destacou ainda que a alavancagem financeira da Aegea em relação ao Ebitda ajustado deve continuar em cerca de 5 vezes, enquanto a alavancagem líquida deve permanecer acima de 4 vezes.
Deficiências contábeis e atrasos
Segundo a Fitch, 'apesar do sólido perfil de negócios, o Perfil de Crédito Individual (PCI) da companhia é limitado pela complexidade da estrutura do grupo e pela avaliação de que a qualidade das informações e as práticas contábeis do grupo apresentam deficiências'. A declaração ocorre após a Aegea atrasar a publicação de resultados de 2025 e reapresentar o balanço de 2024.
Desistência da Copasa
Na semana passada, a Aegea e seus sócios – Equipav, GIC e Itaúsa – desistiram de participar do processo de privatização da Copasa, deixando o caminho livre para a Equatorial se tornar acionista de referência da empresa mineira. As empresas citaram na ocasião 'compromisso com disciplina na alocação de capital'.
Projeções financeiras
A Fitch afirmou que o cenário-base do rating da Aegea projeta fluxo de caixa das operações (CFO) de R$ 3,4 bilhões anuais, em média, entre 2026 e 2028, com investimentos de R$ 22 bilhões, resultando em um fluxo de caixa livre (FCF) negativo de R$ 15,9 bilhões no período.



