O número de pedidos de falência no Brasil cresceu 22% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 1.245 solicitações, de acordo com dados divulgados pela Serasa Experian. O setor de serviços foi o mais afetado, concentrando 45% dos pedidos.
Setor de serviços lidera pedidos de falência
Entre janeiro e junho de 2026, foram registrados 560 pedidos de falência no setor de serviços, um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2025. O comércio aparece em segundo lugar, com 380 pedidos (alta de 25%), seguido pela indústria, com 305 pedidos (crescimento de 20%).
Recuperações judiciais também aumentam
Além das falências, os pedidos de recuperação judicial cresceram 15% no primeiro semestre, chegando a 890 solicitações. Segundo a Serasa, o aumento reflete a dificuldade das empresas em honrar dívidas diante da alta dos juros e da inflação persistente.
“O cenário macroeconômico desafiador, com taxa Selic elevada e crédito restrito, tem levado muitas empresas a buscarem proteção judicial”, afirmou Luís Rabi, economista da Serasa Experian. “A tendência é de que os pedidos de falência e recuperação judicial continuem crescendo nos próximos meses.”
Regiões mais afetadas
Por região, São Paulo concentrou 35% dos pedidos de falência (436), seguido por Rio de Janeiro (187), Minas Gerais (145) e Rio Grande do Sul (98). No Nordeste, a Bahia lidera com 72 pedidos.
Perspectivas para o segundo semestre
Especialistas projetam que o número de falências pode superar 2.500 em 2026, caso a política monetária continue restritiva. A Serasa alerta que setores mais endividados, como construção civil e varejo, podem enfrentar maiores dificuldades.



