A Dow registrou lucro líquido de US$ 1,2 bilhão no segundo trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de US$ 1,3 bilhão registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado por preços mais altos e avanço nas vendas, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (23).
Desempenho financeiro supera expectativas
A receita líquida da companhia somou US$ 12,5 bilhões entre abril e junho, alta de 8% ante os US$ 11,6 bilhões do segundo trimestre de 2025. O lucro por ação ajustado ficou em US$ 0,68, acima da projeção de US$ 0,60 de analistas consultados pela FactSet.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu US$ 2,8 bilhões, crescimento de 12% na comparação anual. A margem Ebitda passou de 20,7% para 22,4%.
Preços mais altos e demanda aquecida
De acordo com a empresa, o aumento de preços em todas as regiões e segmentos de negócios foi o principal motor do resultado. O segmento de embalagens e plásticos especiais registrou alta de 9% nas vendas, enquanto o de intermediários e infraestrutura cresceu 7%.
“Nossos resultados refletem a força de nosso portfólio global e a execução disciplinada em um ambiente de demanda resiliente”, afirmou Jim Fitterling, CEO da Dow, em comunicado. “Continuamos focados em alavancar nossa vantagem competitiva em custos e integração para gerar valor aos acionistas.”
Perspectivas para o segundo semestre
A Dow projeta que a demanda continue robusta no segundo semestre, impulsionada por setores como construção, automotivo e bens de consumo. A companhia espera que os preços permaneçam em níveis elevados devido a restrições de oferta globais e custos de matérias-primas.
No entanto, a empresa alerta para riscos como a inflação persistente e possíveis impactos de tensões geopolíticas nas cadeias de suprimentos. O fluxo de caixa livre no trimestre foi de US$ 1,1 bilhão, ante US$ 900 milhões um ano antes.



