As negociações para a divisão do grupo Azzas, conglomerado empresarial com atuação em diversos setores, ainda estão longe de um desfecho. Segundo fontes próximas às tratativas, as partes envolvidas continuam com posições divergentes em relação a pontos fundamentais, como a avaliação dos ativos e a governança das novas entidades.
Impasse persiste em pontos-chave
O principal entrave reside na valoração das empresas que compõem o grupo. Enquanto uma das partes defende uma avaliação baseada em múltiplos de mercado, a outra insiste em um modelo que considera o valor patrimonial ajustado. A diferença entre as propostas é significativa, e nenhuma das partes sinalizou disposição para ceder.
Além disso, a definição da estrutura de controle das futuras empresas também é motivo de discórdia. A proposta inicial previa uma divisão igualitária, mas ajustes posteriores geraram descontentamento. Um dos acionistas, que preferiu não se identificar, afirmou: "Ainda há muito chão pela frente. Não acredito em um acordo nos próximos meses."
Impacto no mercado e nos investidores
A indefinição sobre o futuro do Azzas já começa a afetar o mercado. As ações do grupo registraram queda de 3,2% na última semana, refletindo a incerteza dos investidores. Analistas apontam que, enquanto não houver um desfecho, a volatilidade deve persistir.
O grupo Azzas, que controla empresas nos ramos de varejo, logística e tecnologia, tem um valor de mercado estimado em R$ 12 bilhões. Uma eventual divisão poderia criar três novas companhias, cada uma focada em um segmento específico. No entanto, o cronograma para a conclusão do processo permanece incerto.
Próximos passos
As negociações devem ser retomadas na próxima semana, com a mediação de um consultor externo. As partes esperam que a presença de um terceiro imparcial possa ajudar a destravar o impasse. No entanto, fontes internas admitem que um acordo ainda está distante e que o processo pode se arrastar por vários meses.
Procurado, o grupo Azzas não se manifestou oficialmente sobre o andamento das negociações. A assessoria de imprensa limitou-se a informar que "as conversas seguem em curso e que qualquer novidade será comunicada ao mercado oportunamente".



