O governo Lula planeja lançar uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para motociclistas entregadores comprarem ou substituírem motos, com foco em trabalhadores de plataformas como iFood. O crédito, parte de um pacote de medidas eleitorais, usará um fundo garantidor para mitigar riscos de inadimplência.
Detalhes do programa
A exigência inclui vínculo de seis meses com uma plataforma e desconto das parcelas na remuneração. O programa também considera a inclusão de motos elétricas. A medida se soma a um pacote de bondades da gestão Lula em ano eleitoral.
Carência e condições
Segundo fontes, a linha de crédito deve ter carência de dois anos para início de pagamento. Isso significa que os entregadores contratarão o financiamento e começarão a pagar as parcelas após 24 meses. O objetivo é facilitar o acesso ao crédito e estimular a renovação da frota de motos usadas por esses profissionais.
O fundo garantidor será utilizado para cobrir possíveis calotes, reduzindo o risco para as instituições financeiras. As parcelas serão descontadas diretamente da remuneração recebida pelos entregadores nas plataformas, garantindo maior segurança para os bancos.
A iniciativa é vista como uma forma de melhorar as condições de trabalho dos entregadores, que muitas vezes utilizam motos velhas e inseguras. Além disso, a inclusão de motos elétricas pode contribuir para a redução da poluição sonora e ambiental nas cidades.
Críticos apontam que a medida tem caráter eleitoral, buscando conquistar o apoio da categoria. No entanto, o governo defende que se trata de uma política pública necessária para formalizar e proteger esses trabalhadores.



