Compass ganha cobertura de grandes bancos com recomendação de compra
Compass tem cobertura de grandes bancos com compra

Pouco mais de um mês após realizar sua oferta pública inicial de ações (IPO), a Compass (PASS3), empresa de gás do Grupo Cosan (CSAN3), passou a ser coberta por grandes bancos de investimento. Itaú BBA, Bradesco BBI, BTG Pactual e JPMorgan iniciaram a cobertura do papel com recomendação de compra, reforçando uma visão positiva para a companhia após sua estreia na Bolsa.

Itaú BBA: preço-alvo de R$ 35

Em relatório, os analistas do Itaú BBA, liderados por Monique Greco, iniciaram a cobertura com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 35 para o fim de 2026, o que representa um potencial de valorização de cerca de 40% em relação à cotação atual. Por volta das 10h29 (horário de Brasília), as ações da companhia subiam 3,88%, cotadas a R$ 25,96 nesta quarta-feira (17).

Na avaliação do banco, a Compass reúne um modelo de negócios que combina geração de caixa previsível com potencial de crescimento. A tese de investimento é sustentada pelos ativos regulados de distribuição de gás, com destaque para a Comgás, maior distribuidora do país, e pela Edge, plataforma voltada ao mercado livre de gás, vista como uma importante avenida de expansão para a companhia.

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Bradesco BBI: preço-alvo de R$ 37

O Bradesco BBI também iniciou a cobertura com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 37. Na avaliação dos analistas Vicente Falanga e Gustavo Sadka, os principais gatilhos para a tese de investimento incluem a assinatura de novos contratos, especialmente com usinas termelétricas e clientes industriais, o que deve reduzir incertezas e aumentar a visibilidade sobre o crescimento dos volumes. Outro catalisador é o avanço da segunda fase do terminal de regaseificação, que deve ampliar a capacidade operacional da companhia.

Em termos de valuation, o BBI destaca que a Compass negocia a cerca de 6,1 vezes o EV/Ebitda (valor da firma/lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) projetado para 2026 e 12,8 vezes o lucro estimado (P/L), um desconto de aproximadamente 35% em relação aos seus principais pares. Para o banco, esse desconto não reflete plenamente o perfil de crescimento e de geração de retorno da companhia, enquanto a taxa interna de retorno (TIR) implícita também permanece atrativa, reforçando a avaliação favorável para as ações.

JPMorgan: recomendação overweight e preço-alvo de R$ 34

O JPMorgan iniciou a cobertura da Compass com recomendação overweight (equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 34, o que representa potencial de valorização de 36% e uma taxa interna de retorno (TIR) real de 12%. Na avaliação do analista Arthur Pereira, a Compass reúne uma combinação rara entre geração de caixa estável e potencial de crescimento acelerado. De um lado, o segmento de distribuição de gás deve gerar cerca de R$ 1,5 bilhão por ano em dividendos entre 2026 e 2030, sustentado pelos retornos regulatórios permitidos. De outro, o negócio de serviços de gás, concentrado na subsidiária Edge, pode registrar crescimento anual composto (CAGR) de 20% no Ebitda nos próximos cinco anos, embora o mercado pareça precificar apenas cerca de 40% de probabilidade de esse cenário se concretizar.

Para o JPMorgan, a operação regulada de distribuição oferece previsibilidade de fluxo de caixa e dividendos, funcionando como uma âncora de valuation. Além disso, há espaço para crescimento orgânico, impulsionado pela baixa penetração do gás natural no Brasil e pelos retornos regulatórios considerados atrativos, além de oportunidades de expansão por meio de aquisições e privatizações.

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BTG Pactual: preço-alvo de R$ 38 e potencial de 52%

A equipe do BTG Pactual, liderada por Antonio Junqueira, atribuiu recomendação de compra às ações e definiu preço-alvo de R$ 38, o equivalente a um potencial de retorno de 52%. Na avaliação do banco, o principal diferencial da Compass está na combinação entre ativos regulados de distribuição de gás, que oferecem previsibilidade de receitas, proteção contra a inflação e crescimento gradual da base de ativos regulatórios, e a operação da Edge, que administra um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) em Santos com capacidade de 14 milhões de metros cúbicos por dia. O BTG ressalta que a infraestrutura de gás no Brasil ainda é limitada, o que confere vantagem competitiva a ativos estratégicos como o terminal da companhia.