O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições, nesta quarta-feira (20), a compra da fatia da Copel na Dfesa pela Gerdau. A operação, anunciada em maio, envolve o valor de R$ 1,2 bilhão.
Detalhes da operação
A Gerdau adquiriu 100% da participação da Copel na Dfesa, empresa de distribuição de aços longos. Com a transação, a siderúrgica passa a controlar integralmente a Dfesa, que já era controlada conjuntamente pelas duas empresas. A Copel, por sua vez, se desfaz de um ativo não estratégico para focar em seu core business de energia.
Segundo a Gerdau, a aquisição fortalece sua presença no mercado de aços longos no Brasil. A Dfesa possui capacidade de produção de 300 mil toneladas por ano e opera uma unidade industrial em São Paulo.
Impacto no mercado
A aprovação do Cade foi considerada sem restrições por não haver riscos à concorrência. A autarquia entendeu que a operação não altera significativamente a estrutura do mercado de aços longos, onde a Gerdau já é líder. A participação conjunta das empresas no mercado era de cerca de 35% antes da operação, e a aquisição não eleva esse percentual a níveis preocupantes.
Em nota, o Cade informou que "a operação não resulta em aumento de poder de mercado capaz de prejudicar a concorrência". A decisão foi unânime entre os conselheiros.
Próximos passos
Com o aval do Cade, a Gerdau deve concluir a compra nos próximos dias. A empresa prevê sinergias operacionais e ganhos de eficiência com a integração total da Dfesa. A Copel, por sua vez, receberá os recursos para investir em sua área de atuação principal.
Analistas do mercado financeiro veem a operação como positiva para ambas as empresas, pois permite à Gerdau ampliar seu domínio no setor e à Copel se desfazer de um ativo não central.



