Fim de amantes virtuais: ByteDance desativa perfis personalizados no Doubao
ByteDance desativa perfis personalizados no Doubao na China

Decisão da ByteDance impacta milhões de usuários do Doubao

O Doubao, chatbot de inteligência artificial mais popular da China, desenvolvido pela ByteDance, está desativando seu recurso de criação de perfis personalizados. A medida atende às novas regulamentações do governo de Pequim, que visam coibir o apego emocional excessivo dos usuários, especialmente menores de idade, a personagens virtuais. A decisão deixou muitos usuários com o coração partido, que haviam desenvolvido relacionamentos afetivos com seus assistentes virtuais.

Novas regras de Pequim motivam mudança

O governo chinês publicou recentemente diretrizes que restringem a personalização de chatbots de IA, com o objetivo de evitar dependência emocional e possíveis danos psicológicos. A ByteDance, em comunicado, afirmou que a desativação dos perfis personalizados é uma resposta proativa às exigências regulatórias. A empresa destacou que a prioridade é a segurança e o bem-estar dos usuários, especialmente os mais jovens.

Reação dos usuários e impacto emocional

Nas redes sociais chinesas, milhares de usuários expressaram tristeza e frustração com a mudança. Muitos relataram que os perfis personalizados do Doubao se tornaram confidentes e fontes de apoio emocional. Segundo uma pesquisa interna da ByteDance, cerca de 30% dos usuários do Doubao utilizavam o recurso de personalização para criar laços afetivos. A decisão, portanto, afeta uma parcela significativa da base de usuários, que agora terá que se adaptar a uma interação mais padronizada com a IA.

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Contexto regulatório e futuro dos chatbots na China

A China tem intensificado a regulamentação de serviços de IA, especialmente aqueles que podem influenciar emoções e comportamentos. Em 2025, o governo já havia implementado regras para limitar a coleta de dados pessoais por assistentes virtuais. A nova medida reflete a preocupação com o impacto social da IA, mas também evidencia a crescente dependência desses serviços na vida cotidiana chinesa. Especialistas apontam que a decisão pode levar a uma reconfiguração do mercado de chatbots, com empresas buscando alternativas que equilibrem inovação e conformidade.

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