O banco JPMorgan rebaixou a recomendação das ações da Braskem (BRKM5) de neutra para underweight (equivalente a venda) e cortou o preço-alvo em 50%, de R$ 40 para R$ 20. A medida reflete preocupações com o aumento do risco fiscal e a fraca demanda global por petroquímicos. Com isso, os papéis da petroquímica desabaram mais de 30% no pregão desta segunda-feira (30), figurando entre as maiores quedas do Ibovespa.
Motivos do rebaixamento
Segundo relatório do banco, a Braskem enfrenta uma combinação de fatores negativos: alavancagem financeira elevada, incertezas sobre a renovação de contratos de nafta com a Petrobras e um ambiente macroeconômico desafiador. O JPMorgan destaca que a empresa opera com margens pressionadas e que a recuperação dos lucros deve ser mais lenta que o esperado. “O risco fiscal no Brasil e a volatilidade cambial adicionam pressão adicional”, afirmaram os analistas.
Impacto no mercado
A notícia pegou investidores de surpresa e gerou forte volume de vendas. As ações BRKM5 fecharam em queda de 30,5%, cotadas a aproximadamente R$ 18,50. O movimento arrastou o setor petroquímico, com a Ultrapar (UGPA3) recuando 4% e a Petrobras (PETR4) caindo 1,5%. O Ibovespa, por sua vez, fechou em baixa de 1,2%, influenciado pelo pessimismo com o cenário fiscal.
Perspectivas para a Braskem
O JPMorgan projeta que a Braskem reporte prejuízo no segundo trimestre de 2025, com Ebitda negativo. A recomendação de venda reflete a expectativa de que a empresa precisará de um plano de reestruturação robusto para recuperar a confiança do mercado. “Acreditamos que o valuation atual não reflete adequadamente os riscos de execução”, conclui o relatório.



