BerryBites amplia portfólio e dobra pontos de venda com acordo Swift
BerryBites amplia portfólio e dobra pontos de venda

A indústria de alimentos BerryBites está expandindo seu portfólio e rede de vendas para aumentar faturamento e lucratividade. A empresa, que produz bombons congelados de frutas cobertas com chocolate e waffles, agora entra no segmento de sobremesas prontas congeladas. Simultaneamente, fechou um acordo com a rede Swift, da JBS, que mais que duplicará o número de pontos de venda onde seus produtos estão disponíveis.

CEO explica motivação para diversificação

Segundo o CEO da BerryBites, Ricardo Cotrim, que fundou a empresa há dois anos, os pedidos de 'bites' se estabilizaram e o item se tornou 'commodity', reduzindo as margens. Isso levou a 'revisar a tese' do negócio, diversificando produtos e focando em redes de varejo de alto padrão. 'É uma categoria nova de produtos. Não há no mercado sobremesas de confeitaria prontas e congeladas', afirmou.

Detalhes da nova linha de sobremesas

A nova linha inclui tiramisù, bolo floresta negra, tortinhas de frutas vermelhas e de limão, e bombas de chocolate e de pistache, em embalagens com duas unidades cada. 'É comida de verdade', observou Cotrim. O acordo com a Swift adicionará 250 pontos de venda aos 175 atuais da marca. A Swift confirmou o acordo.

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Investimentos e nova fábrica

Cotrim investiu R$ 3 milhões na empresa desde a fundação e está investindo mais R$ 3,5 milhões este ano. Desse total, R$ 2 milhões serão destinados a uma nova fábrica em Mogi Mirim, interior de São Paulo, que deve começar a operar no final de setembro, substituindo a atual unidade em Amparo. Os recursos são próprios. Para o próximo ano, o empresário planeja investir mais R$ 3,5 milhões, com expectativa de que R$ 2 milhões venham da operação.

Resultados financeiros e metas

'Acabamos de deixar o Ebitda positivo', disse o executivo. A empresa faturou R$ 2 milhões no ano passado. Para 2026, a projeção é de R$ 5 milhões, saltando para R$ 12 milhões em 2027. A meta é atingir margem Ebitda próxima a 20% em até dois anos.

Possibilidade de venda futura

Cotrim não descarta uma venda futura, pelo menos de uma participação. 'Eu não montei a empresa para vender, mas toda companhia precisa pensar nisso. Conforme a atividade vai crescendo, precisa de parceiros novos, atrair investimentos de fora', afirmou. O empresário já vendeu o laticínio Búfalo Dourado para a Ultracheese, da gestora Aqua Capital.

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