O Bradesco BBI manteve o preço-alvo de R$ 54 para as ações da Equatorial (EQTL3) para o fim de 2026, mesmo avaliando como positivos os efeitos da revisão regulatória e da recente aquisição de participação na Copasa (CSMG3). Segundo o banco, a decisão reflete a piora do cenário macroeconômico, após sua equipe de economia adiar a expectativa para o início do ciclo de queda dos juros no Brasil, o que aumenta as despesas financeiras projetadas para 2026 e 2027.
Impacto da revisão regulatória da Aneel
Os analistas Francisco Navarrete e Ricardo França avaliam que a discussão sobre o fator de produtividade (Pd), conduzida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), representa um fator positivo para a companhia. Pelos cálculos do BBI, a revisão adiciona aproximadamente 6% ao preço-alvo implícito para o grupo de distribuidoras da Equatorial, embora parte desse efeito seja diluída pelos demais negócios da empresa.
O banco ressalta, no entanto, que o impacto em suas estimativas é moderado. Isso porque seu modelo já incorporava um fator de produtividade mais baixo no curto prazo e porque a nova regra da Aneel prevê que 50% dos ganhos de produtividade das distribuidoras sejam repassados aos consumidores, reduzindo parte do potencial de crescimento de longo prazo das empresas mais eficientes.
Valorização e recomendação de compra
Mesmo com esses fatores, o BBI continua enxergando valor nas ações da Equatorial. Com base nas novas projeções de fluxo de caixa, o banco estima que os papéis negociam com uma taxa interna de retorno (TIR) real de aproximadamente 11,6%, o que representa um prêmio de cerca de 0,7 ponto percentual em relação aos títulos públicos de longo prazo indexados ao IPCA. Para os analistas, esse nível de retorno permanece atrativo para um ativo considerado de alta qualidade, sustentando a recomendação de compra para a companhia.



