AkzoNobel tem alta no lucro e fusão com Axalta segue no prazo
AkzoNobel: lucro sobe e fusão com Axalta segue no prazo

A AkzoNobel, gigante holandesa de tintas e revestimentos, reportou um aumento de 12% no lucro líquido do segundo trimestre de 2026, totalizando € 245 milhões, impulsionada por volumes maiores e medidas de corte de custos. A empresa reafirmou que a fusão com a Axalta, anunciada em fevereiro, segue no cronograma previsto para conclusão ainda em 2026.

Resultados financeiros superam expectativas

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado cresceu 9%, para € 410 milhões, superando as estimativas de analistas consultados pela FactSet, que previam € 395 milhões. A receita líquida subiu 4%, para € 2,7 bilhões, apoiada por um aumento de 3% nos volumes de vendas e por reajustes de preços.

“Estamos satisfeitos com o desempenho do trimestre, que reflete a execução disciplinada de nossa estratégia e a resiliência de nosso portfólio”, afirmou o CEO da AkzoNobel, Thierry Vanlancker, em comunicado oficial.

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Fusão com Axalta avança sem contratempos

A fusão com a Axalta, avaliada em € 8,4 bilhões, deve criar a maior empresa de tintas do mundo, combinando as operações das duas companhias. Vanlancker destacou que “o processo de integração está progredindo conforme o planejado, e todos os passos regulatórios estão sendo seguidos dentro do cronograma”. A expectativa é que a transação seja concluída até o final de 2026, sujeita à aprovação dos acionistas e órgãos antitruste.

A Axalta, com sede nos Estados Unidos, reportou receita de € 1,1 bilhão no segundo trimestre, alta de 5% ante o mesmo período de 2025. A empresa também elevou sua projeção de sinergias anuais com a fusão para € 300 milhões, ante estimativa inicial de € 250 milhões.

Impacto no mercado e perspectivas

As ações da AkzoNobel subiram 3,2% na Bolsa de Amsterdã após o anúncio dos resultados, enquanto os papéis da Axalta avançaram 2,1% em Nova York. Analistas do JPMorgan classificaram o balanço como “sólido” e mantiveram recomendação de compra para ambas as empresas.

Para o segundo semestre, a AkzoNobel projeta continuidade no crescimento de volumes, apesar de um ambiente macroeconômico desafiador na Europa e na China. A empresa também prevê margens estáveis, beneficiada pela queda nos custos de matérias-primas, como resinas e dióxido de titânio.

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