Você já parou para pensar que posição em termos futebolísticos você representa dentro de sua empresa? O Bumeran, um portal de empregos com presença em vários países da América Latina, realizou uma pesquisa com mais de 3 mil pessoas na Argentina, Chile, Equador, Panamá e Peru e descobriu que o argentino se vê mais como um meio-campista no ambiente de trabalho, perfil que combina equilíbrio e dinamismo na equipe.
O meio-campista no trabalho
Quatro em cada dez entrevistados responderam se identificar com jogadores que personificam a cooperação e a busca pela harmonia no trabalho diário. Na descrição do Bumeran, o meio-campista é quem mantém uma comunicação fluida, sustenta o clima interno, contém quem está sobrecarregado e cuida para que ninguém fique isolado, conforme mostrou reportagem do Ámbito Financiero.
Papéis mais frequentes nas equipes
Dentro das equipes, o papel citado mais frequente foi o de conector e facilitador, com 26% dos entrevistados. Eles foram seguidos por aqueles que ajudaram seus pares (24%), aqueles que lideraram e ordenaram (22%) e, em proporção igual, aqueles que impulsionaram a ação e aqueles dedicados a antecipar problemas (14% cada).
Federico Barni, CEO do Bumeran, destacou que a estabilidade do emprego é hoje a prioridade para 35% dos talentos argentinos. “O fato de 40% se identificarem como meio-campista, o arquétipo que é o motor e o equilíbrio do time, não é coincidência”, disse ao jornal. Além disso, o executivo da empresa assegurou que “quando as variáveis do ambiente se tornam imprevisíveis para as pessoas, as equipes de trabalho se tornam redes de apoio, tornando os links o verdadeiro motor do trabalho.”
Mediação e conflitos
A gestão dos conflitos trabalhistas reforça essa vocação mediadora dos argentinos, segundo a pesquisa: 65% se definiram como mediadores, 19% optaram por ficar à margem, 15% assumiram o papel de resolver a situação e 1% defendeu os marginalizados. Nenhum se reconheceu como o iniciador do conflito.
Prioridades e rejeições
Ainda segundo o relatório, os trabalhadores argentinos priorizam a estabilidade do emprego (35%) e o crescimento profissional (30%) acima de tudo, seguidos pelo bom ambiente (19%), criatividade e ordem (8% cada). Por outro lado, rejeitam principalmente o caos e a ausência de regras (33%), falta de compromisso (28%), individualismo (19%), improvisação (11%) e processos burocráticos excessivos (9%).
Trabalho em equipe sob pressão
Quando as metas se tornam exigentes, 36% dos argentinos escolhem o caminho coletivo: acompanhar seus colegas para alcançá-las juntos, uma preferência que lidera a região em relação ao Peru (32%), Chile (31%), Equador (28%) e Panamá (10%).



