Minidólar fecha em baixa com IPCA fraco e cenário geopolítico no foco
Minidólar fecha em baixa com IPCA fraco e geopolítica

Os contratos de minidólar com vencimento em agosto (WDOQ26) encerraram a última sessão (10/07) em queda de 0,09%, cotados a 5.137,5 pontos. No cenário externo, o dólar perdeu força frente à maioria das moedas emergentes, enquanto os investidores monitoravam os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã. Apesar das incertezas geopolíticas, a perspectiva de novas negociações entre os dois países ajudou a conter a volatilidade, mantendo o mercado em movimento moderado.

IPCA e política monetária no Brasil

No Brasil, o IPCA de junho veio abaixo das expectativas, reforçando a percepção de que o Banco Central poderá retomar o ciclo de cortes da Selic nos próximos meses. Esse cenário influencia as expectativas para o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Para os traders de dólar, o foco permanece na trajetória da política monetária dos dois países e na evolução do cenário geopolítico, fatores que seguem determinando a direção e a volatilidade do câmbio no curto prazo.

Análise gráfica de 15 minutos

No gráfico de 15 minutos, observa-se que o minidólar voltou a fechar em baixa, mantendo o fluxo vendedor predominante. Apesar disso, a recuperação no fim da sessão permitiu que o contrato encerrasse o pregão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando uma tentativa de estabilização no curtíssimo prazo. Para que o movimento de baixa ganhe força, é necessário acompanhar a perda da região de 5.133/5.125 pontos. Caso esse suporte seja rompido, o fluxo vendedor poderá acelerar em direção a 5.119/5.099 pontos, tendo como objetivo mais longo a faixa de 5.081/5.072 pontos. Por outro lado, uma retomada do movimento comprador dependerá do rompimento da resistência em 5.139/5.154,5 pontos. Se esse intervalo for superado, o contrato poderá buscar 5.166,5/5.185,5 pontos, com alvo seguinte em 5.196/5.209,5 pontos.

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Análise gráfica diária

No gráfico diário, a estrutura permanece mais frágil. O ativo segue abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo o viés de baixa e indicando possibilidade de continuidade do movimento corretivo caso os suportes sejam perdidos. Para que o cenário volte a favorecer os compradores, é essencial a recuperação das médias e o rompimento da região de resistência entre 5.188 e 5.269,5 pontos. Se essa faixa for superada, os próximos objetivos passam a ser 5.340, 5.507 e 5.533 pontos. Em sentido contrário, a perda da região de 5.125/5.064 pontos poderá reforçar a pressão vendedora, abrindo espaço para testes em 4.981 e 4.912 pontos. O IFR (14) está em 43,67 pontos, permanecendo em zona neutra.

Análise gráfica de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos, o minidólar continua trabalhando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça um cenário de indefinição no curto prazo. Para que o fluxo comprador volte a ganhar força, será necessário romper a faixa de 5.154,5/5.196 pontos. Acima desse intervalo, o contrato poderá avançar para 5.218,5/5.237,5 pontos, com projeções em 5.258 e 5.266,5 pontos. Por outro lado, caso prevaleça a pressão vendedora, a região de 5.125/5.099 pontos é o principal suporte. A perda dessa faixa tende a intensificar o movimento de baixa, levando o ativo para 5.080/5.064 pontos, com objetivo mais longo em 5.036 e 5.000 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráficos elaborados por Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T.

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