Ibovespa sobe 0,68% apoiado em Vale e queda do petróleo; dólar recua
Ibovespa sobe 0,68% com Vale e petróleo; dólar cai

O Ibovespa encerrou a terça-feira (9) em alta, recuperando-se do menor nível desde janeiro registrado na sessão anterior. O principal índice da B3 subiu 0,68%, fechando aos 169.813,15 pontos, após oscilar entre máxima de 170.600,91 pontos e mínima de 168.406,17 pontos. O volume negociado foi de R$ 25,5 bilhões.

A queda do petróleo no mercado internacional contribuiu para o desempenho positivo dos ativos locais. O WTI para julho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), recuou 3,4%, a US$ 88,20 o barril. Já o Brent para agosto, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 2,97%, a US$ 91,45 o barril.

Segundo Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain, a redução da commodity alivia as pressões sobre combustíveis, fretes e cadeias produtivas, diminuindo o temor de novas altas de preços e melhorando a percepção sobre a inflação futura.

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Destaques do Ibovespa

Entre as ações de maior peso, a Vale (VALE3) avançou 0,55%. Já os papéis da Petrobras tiveram desempenho misto: as ordinárias (PETR3) subiram 0,17%, enquanto as preferenciais (PETR4) caíram 0,12%.

Em Nova York, o S&P 500 e o Nasdaq recuaram 0,26% e 0,97%, respectivamente, enquanto o Dow Jones subiu 0,17%. Os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano fecharam em baixa, com a T-note de 2 anos a 4,124%, a de 10 anos a 4,524% e o T-bond de 30 anos a 5,002%.

Santana, da Top Gain, explica que juros futuros mais comportados reduzem a atratividade relativa dos títulos dos EUA, permitindo que capital retorne a mercados emergentes como o Brasil, o que favoreceu a valorização da bolsa brasileira.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar fechou em queda de 0,05%, cotado a R$ 5,1775. Bruno Shahini, analista de investimentos da Nomad, afirma que o recuo dos rendimentos dos Treasuries ajudou a conter a força da moeda americana, compensando parte da demanda defensiva recente.

Maiores altas do Ibovespa

  • Hapvida (HAPV3): +4,5%, a R$ 11,38. A ação acumula baixa de 6,34% no mês e desvalorização de 22,74% no ano.
  • Direcional (DIRR3): +4,47%, a R$ 12,85. O JPMorgan elevou a recomendação de neutra para overweight (compra), colocando a empresa entre as favoritas do setor. No mês, cai 4,1%; no ano, desvalorização de 8,99%.
  • Cury (CURY3): +4,17%, a R$ 30,20. O JPMorgan também elevou a recomendação para overweight, destacando a redução de risco após os resultados do primeiro trimestre. No mês, recua 4,82%; no ano, desvalorização de 2,2%.

Maiores quedas do Ibovespa

  • Totvs (TOTS3): -4,85%, a R$ 30,79. A ação cai 6,89% no mês e acumula desvalorização de 26,52% no ano.
  • Natura (NATU3): -2,75%, a R$ 9,20. No mês, recua 7,54%; no ano, valorização de 23,49%.
  • Weg (WEGE3): -1,52%, a R$ 43,33. Na sessão anterior, os papéis lideraram os ganhos com alta de 3,63%. No mês, caem 1,75%; no ano, desvalorização de 10,51%.

*Com informações do Broadcast.

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