Ibovespa Futuro cai com tarifa dos EUA e reunião ministerial de Lula
Ibovespa Futuro cai com tarifa dos EUA e reunião de Lula

O Ibovespa Futuro iniciou as negociações desta quarta-feira (3) em trajetória descendente, com os investidores de olho na reunião ministerial convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O movimento ocorre após a divulgação de que o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa de 25% sobre diversas exportações brasileiras. Às 9h11 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em junho registrava queda de 1,13%, cotado a 173.175 pontos.

Reunião ministerial e tensões comerciais

A reunião está agendada para as 10h no Palácio do Planalto. Na véspera, Lula intensificou uma ofensiva para atribuir à família Bolsonaro a responsabilidade pela deterioração das relações entre Brasil e Estados Unidos. O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, justificou a proposta de tarifa alegando que políticas brasileiras relacionadas a comércio eletrônico, pagamentos digitais, tarifas preferenciais, desmatamento e mercado de etanol restringem o comércio norte-americano.

Na terça-feira, o governo do presidente Donald Trump também propôs tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre importações de 60 economias, incluindo o Brasil, citando falhas no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Petróleo e tensões geopolíticas

No cenário internacional, os preços do petróleo subiam pelo terceiro pregão consecutivo, enquanto as ações recuavam diante de novas hostilidades no Golfo Pérsico, após o fracasso das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. Forças americanas interceptaram mísseis balísticos e drones direcionados a países vizinhos e atacaram um centro de comando iraniano. Um ataque de mísseis iranianos danificou o aeroporto do Kuwait, e os EUA atingiram alvos próximos ao Estreito de Ormuz, testando o frágil cessar-fogo.

Mercados internacionais

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,25%, o S&P Futuro recuava 0,07% e o Nasdaq Futuro apresentava alta de 0,21%. O dólar à vista operava com valorização de 0,17%, cotado a R$ 5,018 na venda. Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em alta, com o Nikkei 225 do Japão atingindo um recorde histórico, enquanto investidores ignoravam a incerteza geopolítica.

Commodities

Os preços do petróleo continuam em alta, com investidores avaliando a incerteza nas negociações entre EUA e Irã, após novos ataques na terça-feira, apesar de Trump afirmar que as conversas com Teerã estavam em andamento. As cotações do minério de ferro na China fecharam em queda, pressionadas pela redução das margens de lucro do aço e pela demanda sazonalmente mais fraca no país.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar