O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (12) com atenção voltada para os novos dados da inflação brasileira. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. Os números reforçam a expectativa pela Superquarta da próxima semana, quando o Banco Central do Brasil (BC) e o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciam suas decisões de juros.
Impacto da inflação nos juros
O dado de inflação é crucial: quanto maior a inflação e os sinais de que os preços devem subir, maior é a chance de o BC interromper o ciclo de cortes e manter a taxa básica (Selic) inalterada. Juros elevados por mais tempo tendem a limitar a inflação e desacelerar a economia.
Negociações entre EUA e Irã
Os sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã também estão no radar e trazem alívio para o petróleo. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os "pontos finais" de um acordo com Teerã foram aprovados e indicou que a assinatura pode ocorrer já neste final de semana. O país do Oriente Médio, no entanto, ainda nega uma decisão final — o que aumentou o ceticismo do mercado em relação a uma resolução rápida ou definitiva do conflito.
Com o alívio das tensões, o barril do Brent, referência internacional, caía 3,80% perto das 8h45, cotado a US$ 86,95. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 4,07% no mesmo horário, a US$ 84,14 por barril.
Desempenho semanal
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado:
- Dólar: Acumulado da semana: -1,08%; Acumulado do mês: +1,16%; Acumulado do ano: -7,06%.
- Ibovespa: Acumulado da semana: +1,47%; Acumulado do mês: -1,32%; Acumulado do ano: +6,44%.
Sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã
As indicações de que os Estados Unidos e o Irã voltaram a negociar começaram na tarde de ontem. O presidente Donald Trump cancelou os ataques ao Irã, após negociadores terem chegado a um consenso sobre "pontos finais" para o fim da guerra no Oriente Médio e afirmou que um tratado poderia ser assinado ainda no final de semana. Ainda segundo Trump, Teerã teria concordado com o compromisso de não buscar armas nucleares e com a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto Washington colocaria fim ao bloqueio naval no canal.
Apesar disso, o governo iraniano voltou a negar que uma decisão final estivesse tomada e classificou as notícias sobre o tema como "especulativas" — o que aumentou o ceticismo do mercado sobre uma resolução rápida ou definitiva do conflito. Segundo Teerã, apesar de grande parte do texto do acordo de fato estar pronta, Washington teria feito exigências excessivas. "O Irã não assume, neste texto, nenhum compromisso de ceder a gestão do Estreito [de Ormuz], nem de restaurar as condições que existiam antes da agressão militar americana e israelense", informou a agência de notícias da República islâmica (IRNA), na véspera. "O Irã negociará o programa nuclear exclusivamente dentro da estrutura dos princípios fundamentais da República Islâmica, e questões como o direito do Irã de enriquecer urânio e a retenção de material enriquecido [...] serão enfatizadas com vistas à sua inclusão no acordo final", completou a agência.
Mercados globais
Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong se recuperaram nesta sexta-feira. O Índice Composto de Xangai subiu 1,1%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores companhias envolvidas em Xangai e Shenzen, avançou 1,2%. Já o Hang Seng teve alta de 1,9%. No Japão, o Nikkei avançou 2,81%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, registrou uma valorização de 4,63%.
Com informações da agência de notícias Reuters.



