O dólar opera em queda frente ao real na manhã desta terça-feira, em linha com o movimento de valorização das moedas emergentes no exterior. O mercado cambial doméstico se beneficia da alta dos preços do petróleo, que impulsiona divisas de países produtores e melhora o apetite por risco global.
Cenário externo favorável
No mercado internacional, o índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de seis moedas principais, recuava 0,2% por volta das 10h (horário de Brasília). Entre as divisas emergentes, o peso mexicano e o rand sul-africano também registravam ganhos, refletindo o otimismo com a recuperação da demanda por commodities.
O petróleo tipo Brent, referência global, subia 1,3% no mesmo horário, cotado a US$ 85,70 o barril. A alta é atribuída a cortes de oferta por parte da Opep+ e a expectativas de estímulos econômicos na China, maior importador da commodity.
Impacto no mercado doméstico
Aqui, o dólar comercial era negociado a R$ 5,02, com queda de 0,45% em relação ao fechamento anterior. Na véspera, a moeda americana havia subido 0,3%, mas a tendência se inverteu com o alívio externo. Segundo analistas, a redução de prêmios de risco no exterior e a entrada de fluxo estrangeiro para a Bovespa contribuem para a apreciação do real.
O Banco Central não realizou leilão de swap cambial para esta manhã, o que indica que a autoridade monetária considera o movimento dentro da normalidade.
Perspectivas
Para o restante do dia, a atenção dos investidores se volta para a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos, que podem influenciar as expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve. Um mercado de trabalho mais aquecido pode reforçar a tese de juros altos por mais tempo, o que tenderia a valorizar o dólar globalmente.
No Brasil, a agenda econômica traz a pesquisa Focus, que deve mostrar revisão nas projeções de inflação e PIB.



