O ouro fechou em queda nesta sexta-feira, 10 de julho, pressionado por apostas de que o Federal Reserve (Fed) manterá uma política monetária mais restritiva por mais tempo, fortalecendo o dólar e reduzindo o apelo do metal como ativo de refúgio. O contrato futuro do ouro para agosto recuou 1,2%, para US$ 1.920,20 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange.
Pressão do dólar e juros altos
O índice do dólar, que mede a moeda americana contra uma cesta de seis pares, subiu 0,3%, tornando o ouro mais caro para detentores de outras divisas. “O mercado está precificando que o Fed não cortará juros tão cedo, e isso pesa sobre o ouro”, disse Daniel Ghali, estrategista de commodities do TD Securities, em nota.
Dados econômicos dos EUA divulgados nesta semana reforçaram a visão de que a economia americana segue resiliente, dando ao Fed espaço para manter os juros elevados. O payroll de junho mostrou a criação de 372 mil vagas de trabalho, acima das expectativas, enquanto a taxa de desemprego se manteve em 3,6%.
Impacto nos metais preciosos
Outros metais preciosos também registraram queda. A prata recuou 2,1%, para US$ 19,25 por onça, enquanto a platina caiu 1,8%, para US$ 875,00. O paládio, por sua vez, teve leve alta de 0,3%, para US$ 2.045,00.
Segundo analistas, o cenário de juros elevados nos EUA tende a manter o ouro sob pressão no curto prazo, mas incertezas geopolíticas e riscos de recessão podem limitar as perdas. “O ouro ainda encontra suporte como proteção contra riscos, mas o momento é de ajuste às expectativas de política monetária”, afirmou Ghali.



