O Bitcoin subiu para US$ 66 mil nesta quarta-feira, impulsionado pelo forte fluxo de entrada em ETFs de criptomoedas nos Estados Unidos. No entanto, analistas alertam que o ativo enfrenta uma barreira técnica em US$ 68 mil, que pode limitar novos ganhos e provocar uma correção.
Fluxo de ETFs impulsiona alta
Dados da CoinShares mostram que os ETFs de Bitcoin registraram entrada líquida de US$ 1,2 bilhão na última semana, o maior volume desde março. Esse fluxo tem sido o principal motor da alta recente, que levou a criptomoeda a uma valorização de 15% nos últimos sete dias.
Segundo analistas do banco JPMorgan, o interesse institucional continua forte, mas alertam que o nível de US$ 68 mil representa uma resistência técnica significativa. "O Bitcoin precisa romper US$ 68 mil para confirmar uma tendência de alta sustentável", afirmou o estrategista Nikolaos Panigirtzoglou.
Resistência em US$ 68 mil
A resistência em US$ 68 mil foi testada duas vezes nas últimas semanas, sem sucesso. O indicador de força relativa (RSI) mostra o ativo em território de sobrecompra, o que sugere que uma correção pode estar próxima. "Se o Bitcoin não romper US$ 68 mil, podemos ver um recuo para US$ 60 mil", disse o analista técnico John Smith, da plataforma TradingView.
O mercado de opções também reflete essa incerteza. A volatilidade implícita para opções de Bitcoin com vencimento em agosto subiu 10%, indicando que os traders esperam movimentos bruscos.
Impacto no mercado de criptomoedas
A alta do Bitcoin puxou outras criptomoedas, como Ethereum (ETH), que subiu 8% para US$ 3.500, e Solana (SOL), que avançou 12%. No entanto, a dominância do Bitcoin no mercado total de criptomoedas subiu para 52%, o maior nível em dois anos, sinalizando que investidores estão preferindo o ativo mais seguro.
Analistas do banco Goldman Sachs recomendam cautela: "Embora o fluxo de ETFs seja positivo, o mercado ainda está vulnerável a notícias regulatórias e movimentos de grandes detentores", escreveram em relatório.
Perspectivas para o curto prazo
Para os próximos dias, o foco estará na decisão do Federal Reserve sobre juros, que pode impactar o apetite por risco. Se o Fed sinalizar cortes, isso pode dar novo impulso ao Bitcoin. Caso contrário, a resistência em US$ 68 mil pode se manter.
"O Bitcoin está em uma encruzilhada. Ou rompe US$ 68 mil e vai para US$ 72 mil, ou corrige para US$ 60 mil", resumiu o trader profissional Marcos Oliveira, da corretora Mercado Bitcoin.



