O conselho de administração da Vale contrariou a posição da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e principal acionista individual da mineradora, ao convocar uma assembleia de acionistas para julho. A Previ havia solicitado a destituição de Daniel Stieler da presidência do conselho e indicado José Mauricio Pereira Coelho e Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira como substitutos. No entanto, o conselho da Vale decidiu apoiar Ieda Gomes Yell e Marcelo Gasparino para os cargos.
Disputa pela presidência do conselho
A convocação da assembleia para julho reflete uma escalada na disputa entre a Vale e seu maior acionista individual. A Previ, que detém participação significativa na mineradora, busca mudanças na liderança do conselho, alegando necessidade de renovação e alinhamento com interesses de longo prazo. O conselho, por sua vez, defende a manutenção de Stieler ou a indicação de Yell e Gasparino, nomes considerados mais alinhados à atual gestão.
Posições divergentes
Segundo fontes próximas ao processo, a Previ argumenta que a destituição de Stieler é necessária para melhorar a governança e o desempenho da empresa. Já o conselho da Vale entende que a saída do atual presidente poderia gerar instabilidade. A assembleia de acionistas, marcada para julho, será o palco da decisão final, onde os acionistas votarão a proposta da Previ.
Analistas apontam que o resultado da votação pode impactar a estratégia futura da Vale, especialmente em temas como investimentos em mineração e transição energética. A Previ, como acionista relevante, tem peso significativo, mas não controla a maioria das ações.
Próximos passos
Até a assembleia, a expectativa é de que ambas as partes intensifiquem a busca por apoio entre os acionistas. A Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, tem sua governança sob escrutínio após eventos anteriores. A decisão de julho definirá os rumos da empresa para os próximos anos.



