Captação da Lei Rouanet bate recorde no primeiro semestre
Lei Rouanet bate recorde de captação no semestre

A captação de recursos via Lei Rouanet atingiu R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre de 2026, o maior valor já registrado para o período desde a criação do mecanismo de incentivo à cultura. O montante representa um crescimento de 15% em relação ao recorde anterior, registrado no primeiro semestre de 2024, quando foram captados R$ 1,04 bilhão.

Detalhes do recorde

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Cultura nesta quarta-feira. Segundo a pasta, o aumento é atribuído à retomada econômica e ao maior engajamento de empresas patrocinadoras. Foram 1.847 projetos culturais beneficiados nos seis primeiros meses do ano, ante 1.602 no mesmo período de 2024.

O secretário de Fomento à Cultura, Carlos Alberto dos Santos, afirmou: "O recorde mostra a confiança do setor privado na Lei Rouanet como ferramenta de investimento cultural. Cada real captado gera retorno em empregos e renda para o país."

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Impacto e perspectivas

O valor captado no semestre já equivale a 60% do total previsto para todo o ano de 2026, que é de R$ 2 bilhões. A expectativa do ministério é que o ano feche com o maior volume de captação da história, superando os R$ 1,8 bilhão de 2024.

Entre os setores mais beneficiados estão as artes cênicas, que receberam R$ 340 milhões; a música, com R$ 280 milhões; e o patrimônio cultural, com R$ 210 milhões. A região Sudeste concentrou 52% dos recursos, seguida pelo Nordeste, com 22%.

Especialistas apontam que o recorde reflete também a simplificação dos processos de prestação de contas e a digitalização dos mecanismos de captação. A Lei Rouanet permite que pessoas físicas e jurídicas destinem parte do Imposto de Renda a projetos culturais, gerando incentivos fiscais.

Comparação histórica

Em 2020, no auge da pandemia, a captação no primeiro semestre foi de apenas R$ 480 milhões. Desde então, houve recuperação constante: R$ 620 milhões em 2021, R$ 780 milhões em 2022, R$ 910 milhões em 2023, R$ 1,04 bilhão em 2024 e R$ 1,12 bilhão em 2025. O salto para R$ 1,2 bilhão em 2026 consolida a tendência de alta.

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