Oito jogadores da seleção da Tunísia apresentaram resultados atípicos para clenbuterol em exames antidoping realizados durante a Copa do Mundo de 2026, conforme revelou o jornal britânico The Times. As concentrações da substância encontradas nos atletas são compatíveis com uma possível contaminação alimentar, provavelmente decorrente do consumo de carne em Monterrey, no México, onde a equipe esteve hospedada.
Entenda o caso de doping atípico
O clenbuterol é um beta-agonista proibido pela Agência Mundial Antidoping (WADA) por seus efeitos anabolizantes e de queima de gordura. No entanto, a substância também é usada ilegalmente na pecuária para aumentar a massa muscular dos animais, o que pode levar à contaminação da carne. Segundo o The Times, os níveis detectados nos jogadores tunisianos são baixos e condizentes com ingestão acidental, e não com uso deliberado para melhora de desempenho.
Por essa razão, a WADA não deve aplicar punições aos atletas, considerando a hipótese de contaminação alimentar. A situação remete a um caso similar ocorrido no Mundial Sub-17 de 2011, quando jogadores de diversas seleções também apresentaram traços de clenbuterol após consumirem carne no México.
Investigação em andamento
As autoridades antidoping estão conduzindo uma investigação para confirmar a origem da contaminação. A seleção tunisiana foi eliminada na fase de grupos da Copa 2026, com três derrotas, incluindo um revés para a Holanda. O volante Ellyes Skhiri, um dos jogadores mencionados, perdeu o número da camisa durante a partida contra os holandeses, mas não há relação com o caso de doping.
O clenbuterol já causou controvérsias no esporte, especialmente em países onde o uso na criação de gado não é rigorosamente controlado. Atletas de alto nível, como ciclistas e corredores, já testaram positivo para a substância e foram absolvidos após comprovarem contaminação por carne.



