Usar imóvel para captar capital é rotina no exterior, exceção no Brasil
Imóvel como capital: rotina lá fora, exceção aqui

Enquanto em países como Estados Unidos e Reino Unido utilizar o imóvel próprio como garantia para obter crédito é uma prática rotineira, no Brasil essa modalidade ainda engatinha. De acordo com um estudo da Pressworks, apenas 2% dos brasileiros recorrem ao home equity, contra 40% dos americanos. A diferença reflete não apenas questões culturais, mas também barreiras regulatórias e de educação financeira.

O que é home equity e como funciona

O home equity é uma linha de crédito que usa o imóvel como garantia, permitindo ao proprietário acessar até 60% do valor do bem. As taxas de juros são significativamente mais baixas que as de um empréstimo pessoal ou rotativo do cartão de crédito. Segundo o estudo, a taxa média do home equity no Brasil gira em torno de 1,2% ao mês, enquanto o cheque especial pode chegar a 8%.

Por que o Brasil fica para trás

“O principal entrave é a falta de conhecimento sobre o produto e a burocracia envolvida na avaliação do imóvel”, afirma Carlos Eduardo de Oliveira, diretor da Pressworks. Além disso, o mercado secundário de hipotecas ainda é incipiente no país, o que limita a oferta de crédito. Nos EUA, empresas como Fannie Mae e Freddie Mac compram essas hipotecas, liberando capital para novos empréstimos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impactos na economia e no consumidor

A ampliação do home equity poderia injetar bilhões de reais na economia, estimulando o consumo e o empreendedorismo. “Muitos pequenos negócios poderiam se beneficiar de capital de giro mais barato”, destaca Oliveira. No entanto, o receio de perder o imóvel ainda é um grande inibidor. O estudo aponta que 70% dos brasileiros consideram o risco alto demais.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar