O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou que solicitou ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que as empresas brasileiras sejam poupadas do aumento de tarifas imposto pelo governo americano. A declaração foi feita durante entrevista concedida nesta quarta-feira, em Brasília.
Pedido direto a Trump
Segundo o parlamentar, o contato ocorreu por meio de assessores próximos ao republicano. Flávio argumentou que o Brasil não pode ser penalizado por medidas protecionistas que afetam diretamente a competitividade dos produtos nacionais no mercado norte-americano. “Pedimos a Trump que considere a parceria histórica entre os dois países e não inclua o Brasil na lista de nações atingidas pelo tarifaço”, afirmou.
Impacto econômico
Especialistas apontam que as tarifas podem encarecer itens como aço, alumínio e produtos agrícolas brasileiros, reduzindo as exportações para os Estados Unidos. O Brasil é um dos principais fornecedores de commodities para o país, e qualquer barreira comercial pode gerar prejuízos bilionários. “O Brasil precisa de uma posição firme para evitar que nossas empresas sejam prejudicadas por uma guerra comercial que não é nossa”, completou o senador.
Reações no Congresso
A iniciativa de Flávio Bolsonaro gerou debates entre parlamentares. Enquanto aliados elogiam a articulação internacional, críticos questionam a eficácia de um pedido informal a um ex-presidente sem cargo oficial. O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, mas fontes do Ministério das Relações Exteriores indicam que a diplomacia tradicional já está atuando para mitigar os efeitos das tarifas.
Próximos passos
Flávio afirmou que continuará monitorando a situação e que buscará apoio de outros líderes sul-americanos para fortalecer o lobby contra o tarifaço. “Não podemos ficar de braços cruzados enquanto setores inteiros da nossa economia são ameaçados”, concluiu. A expectativa é que o governo Trump anuncie a lista final de países afetados nas próximas semanas.



