O Ibovespa reagiu após cinco pregões consecutivos de queda e fechou a última sessão com valorização de 1,16%, atingindo 174.197 pontos. Durante o dia, oscilou entre a mínima de 172.198 pontos e a máxima de 174.894 pontos. Apesar da recuperação, o índice ainda se encontra dentro de um movimento corretivo iniciado após a máxima histórica de 199.354 pontos.
Análise do gráfico diário
No gráfico diário, observa-se que o índice continua negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém a tendência de baixa no curto prazo. O rompimento recente de importantes regiões de suporte ainda sustenta o risco de continuidade das quedas. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 37,09, próximo da região de sobrevenda, o que pode favorecer a continuidade de repiques técnicos. Ainda assim, o viés predominante segue vendedor enquanto o índice permanecer abaixo das médias.
Para que a recuperação ganhe consistência, é importante a superação das regiões de 175.200/178.340 pontos e, posteriormente, da faixa de 181.560/187.780 pontos. O rompimento dessas resistências poderia abrir espaço para uma recuperação mais ampla da estrutura técnica. Por outro lado, a retomada do movimento de baixa ganha força com a perda da região de 171.790 pontos. Caso esse suporte seja rompido, há potencial para aceleração das vendas, com alvos em 164.780/161.745 pontos e projeção mais longa na região de 157.000 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observa-se melhora no curtíssimo prazo, com o índice voltando a negociar acima das médias de 9 e 21 períodos, o que sugere uma tentativa de recuperação técnica. Para continuidade da alta, será necessário superar a faixa de resistência em 174.895/176.030 pontos. Caso isso aconteça, o índice pode buscar 177.160/178.200 pontos, com extensões em 179.475/180.935 pontos. Por outro lado, caso volte a perder a importante região de suporte em 173.855/171.790 pontos, o fluxo vendedor pode ganhar força novamente, com alvos em 168.835/166.295 pontos e projeções mais longas na faixa de 163.570/161.745 pontos.
Minicontratos
Mini-índice (WINM26)
Os contratos de mini-índice com vencimento em junho (WINM26) encerraram a última sessão (02/06) em alta de 1,37%, aos 175.230 pontos, interrompendo uma sequência de cinco pregões consecutivos de queda. Apesar da recuperação, o movimento é avaliado como uma reação técnica após um período de forte pressão vendedora. No gráfico de 15 minutos, a região de 175.130/174.650 pontos é o primeiro suporte relevante para o pregão, enquanto a faixa de 175.650/175.855 pontos representa a primeira resistência a ser monitorada. Já no gráfico de 60 minutos, o fechamento acima das médias móveis melhora o cenário de curtíssimo prazo, mas ainda exige confirmação compradora para consolidar uma reversão mais consistente.
Minidólar (WDON26)
Os contratos de minidólar com vencimento em julho (WDON26) encerraram a última sessão (02/06) em baixa de 0,41%, aos 5.041 pontos. O minidólar voltou a registrar queda e segue pressionado no curto prazo, negociando abaixo das médias móveis no gráfico de 15 minutos. A região de 5.037/5.029 pontos é o principal suporte imediato e pode definir a continuidade do movimento vendedor. Já uma recuperação mais consistente dependerá da superação da resistência em 5.048,5/5.057 pontos. No gráfico de 60 minutos, o ativo também permanece abaixo das médias de 9 e 21 períodos, mantendo o viés técnico mais cauteloso. A perda dos suportes atuais pode acelerar o fluxo vendedor, enquanto a retomada das resistências pode abrir espaço para um movimento corretivo mais amplo.
Bitcoin (BITM26)
Os contratos futuros de Bitcoin com vencimento em junho (BITM26) encerraram a última sessão com forte queda de 6,82%, aos 336.540 pontos, aprofundando o movimento corretivo e rompendo uma importante região de suporte que sustentava a lateralização dos últimos meses. Pelo gráfico diário, observa-se que o ativo apresentou um forte movimento vendedor, rompendo o fundo da faixa de consolidação e reforçando a deterioração do cenário técnico de curto prazo. O preço segue negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que mantém o viés claramente baixista. Por outro lado, após a intensidade das quedas recentes, cresce a possibilidade de repiques técnicos. O IFR (14) em 28,09 já se encontra em região de sobrevenda, indicando que o mercado pode buscar movimentos de alívio antes de definir uma nova direção.
Para o próximo movimento, a perda da região de 333.060/307.380 pontos pode acelerar ainda mais a pressão vendedora, abrindo espaço para quedas até 289.980/260.970, com alvo mais longo em 250.560/241.630 pontos. Por outro lado, uma recuperação mais consistente dependerá da superação da faixa de 357.620/377.620 pontos; acima desse patamar, há potencial para avanço até 395.465/412.110, com projeções mais longas em 439.656/451.810 pontos.
Suporte e resistência
Confira os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quarta-feira (03).
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