Ibovespa fecha em queda com Petrobras pressionada; dólar sobe
Ibovespa cai com Petrobras pressionada; dólar sobe

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (16), influenciado pelo mau desempenho das ações da Petrobras (PETR3;PETR4). O principal índice da B3 recuou 0,45%, aos 169.648,47 pontos, após oscilar entre máxima de 170.415,52 pontos e mínima de 169.121,31 pontos.

Petróleo pressiona Petrobras

Os preços do petróleo continuaram em queda, após recuarem mais de 4% na sessão anterior. O barril do Brent para agosto fechou com perda de 5,06%, a US$ 78,96, a primeira vez desde março abaixo dos US$ 80. Já o WTI para agosto cedeu 5,25%, a US$ 75,27. Esse movimento pressionou as ações da Petrobras: os papéis ordinários (PETR3) caíram 0,96% e os preferenciais (PETR4) recuaram 1,33%. Na véspera, as perdas superaram 5%.

Dólar sobe com petróleo fraco

No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,0867. Bruno Shahini, analista de investimentos da Nomad, explica que a queda do petróleo para níveis abaixo de US$ 80 enfraquece os termos de troca da economia brasileira e reduz o suporte ao câmbio vindo das commodities.

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Mercados internacionais e expectativas

Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,57% e o Nasdaq caiu 1,15%, enquanto o Dow Jones subiu 0,64%. Na quarta-feira (17), o destaque será a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed). Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, espera manutenção dos juros, com discurso duro condicionado aos dados e aos desdobramentos do acordo entre EUA e Irã sobre energia.

No Brasil, a expectativa é de que o Copom reduza a Selic em 0,25 ponto percentual. Segundo dados da B3, a probabilidade desse cenário era de cerca de 80% na segunda-feira (15), enquanto a chance de manutenção era de aproximadamente 20%.

Maiores altas do Ibovespa

  • MRV (MRVE3): +2,32%, a R$ 5,3. A ação, que acumula queda de 9,4% no mês e desvalorização de 31,96% no ano, foi o destaque positivo do dia.
  • RD Saúde (RADL3): +2,2%, a R$ 17,67. Segundo Perri, a alta reflete a avaliação de que a queda recente foi excessiva. A ação cai 5,46% no mês e 24,16% no ano.
  • Telefônica Brasil (VIVT3): +1,33%, a R$ 33,58. No mês, recua 0,71%, mas no ano acumula ganho de 6,33%.

Maiores quedas do Ibovespa

  • Braskem (BRKM5): -9,23%, a R$ 8,46. A ação despencou após a Justiça Federal em Alagoas aceitar denúncia do MPF, tornando a companhia ré por crimes ambientais relacionados ao afundamento do solo em Maceió. No mês, cai 19,12%; no ano, sobe 7,22%.
  • Magazine Luiza (MGLU3): -6,54%, a R$ 5, apagando os ganhos da véspera. A ação recua 16,39% no mês e 43,57% no ano.
  • Usiminas (USIM5): -6,2%, a R$ 10,13, pressionada pela queda do minério de ferro na China e em Cingapura. No mês, cai 8,57%; no ano, avança 70,25%.

Com informações da Broadcast

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