A SpaceX, empresa de exploração espacial fundada por Elon Musk, faz sua estreia histórica na bolsa Nasdaq nesta sexta-feira, 11 de junho de 2026. A oferta pública inicial (IPO) da companhia levantou impressionantes US$ 75 bilhões, tornando-se o maior IPO da história do mercado de capitais global.
Como investir na SpaceX do Brasil
Investidores brasileiros terão a oportunidade de adquirir recibos de ações (BDRs) da SpaceX, negociados sob o ticker SPCX34, na B3 (Bolsa de Valores brasileira). Os BDRs são certificados que representam ações de empresas estrangeiras e permitem que investidores locais comprem esses papéis sem a necessidade de realizar câmbio para dólar.
Os preços estimados para os BDRs variam entre R$ 45 e R$ 70 por unidade, dependendo da cotação do dólar e das taxas cobradas pelas corretoras. A negociação pode ser feita por meio de qualquer corretora de valores habilitada na B3, durante o horário regular do pregão (das 10h às 17h, horário de Brasília).
Maior IPO da história
A oferta da SpaceX superou recordes anteriores, como o da Saudi Aramco (US$ 29,4 bilhões em 2019) e do Alibaba (US$ 25 bilhões em 2014). Com a estreia, a empresa de Elon Musk já figura entre as 10 mais valiosas do mundo, com valor de mercado estimado em mais de US$ 500 bilhões.
A demanda pelos papéis foi tão intensa que a oferta foi totalmente subscrita nas primeiras horas de negociação. Analistas apontam que o apetite dos investidores reflete a confiança no potencial de crescimento do setor espacial privado e nos projetos ambiciosos da SpaceX, como a colonização de Marte e o sistema de internet via satélite Starlink.
Riscos e volatilidade
Especialistas alertam, no entanto, para os riscos associados ao investimento. A SpaceX é uma empresa de alto crescimento, mas ainda não apresenta lucros consistentes. Além disso, a forte influência de Elon Musk sobre o conselho de administração gera preocupações quanto à governança corporativa.
“A volatilidade deve ser elevada, especialmente nos primeiros meses de negociação. Investidores devem estar preparados para oscilações bruscas no preço das ações”, afirma Carlos Andrade, analista da XP Investimentos.
A recomendação é que o investidor diversifique sua carteira e invista apenas recursos que possa perder, sem comprometer seu planejamento financeiro de longo prazo.



